PARADA - Lar, Doce Lar - Meu Berço e meu Refúgio

PARADA - Lar, Doce Lar - Meu Berço e meu Refúgio
A mesma Parada vista por dois olhares

15 de novembro de 2011

TRIBUTO À “TAMBÉM MINHA” FAMÍLIA DIAS

Recordando o Passado

Meus amigos e leitores.

Decorridos que são 44 anos, pretendo fazer uma simples homenagem a uma família, humilde, nobre de sentimentos, generosa, para quem tenho uma enorme dívida de gratidão. Como diz o povo: mais vale tarde que nunca.

É meu desejo, neste modesto blog, exprimir e exteriorizar aquilo que me vai na alma e o meu coração pede, e neste presente momento, mais não é do que partilhar convosco alguns episódios marcantes da minha vida, que considero dignos de registo.

Tal como o título indica, a inspiração e gratidão move-me no sentido de vos dar a conhecer o elevado sentido de generosidade desta família, toda ela imbuída de nobreza de sentimentos, de fácil relacionamento e sempre prontos a ouvir e agir, conforme a situação assim o exigisse, enquanto procurados por quem quer que fosse.

Em Janeiro de 1967, com apenas 17 anos de idade, depois de ter desistido dos estudos, inscrevi-me como voluntário para assentar praça na Armada Portuguesa. Impunha-se cumprir o serviço militar, dever cívico que a Pátria nos requeria. Respondi a este chamamento com alto grau de imaturidade, jovem, mesmo muito jovem, pois só fiz os 17 anos em 18 de Fevereiro.

Depois de rigorosos testes escritos e exames médicos, fui considerado apto e alistado em 9 de Janeiro de 1967.

Carregado com a inexperiência com que a juventude me brindava, viajei com destino a Lisboa, mundo completamente desconhecido. Levava na bagagem um universo de ilusões, carregando comigo a responsabilidade de enfrentar um meio desconhecido, nebuloso, mas ao mesmo tempo, aliciante e com objectivos bem definidos. Diz o poeta que o sonho comanda a vida. Foram exactamente esses sonhos que me levaram a seguir este percurso.

A viagem correu com absoluta normalidade. Cheguei a Lisboa, Estação dos Caminhos-de-ferro de Santa Apolónia, entrei num Táxi que me transportou à Casa do Marujo, sita na Rua do Arsenal, onde pernoitei. Recordo-me que paguei pela dormida 50 centavos (moeda escudos).

Na manhã seguinte, bem cedo, levantei-me, peguei na minha singela mala e desloquei-me para a Doca da Marinha no Terreiro do Paço, embarcando numa Vedeta (barco da Marinha para transporte de pessoal), que me levou ao Alfeite.

Chegado às instalações da Marinha, Grupo nº2 de Escolas da Armada, recebi o respectivo fardamento, raparam-me o cabelo, dando então início ao serviço militar. No final do dia, saí para então regressar no dia seguinte.

Regressei a Lisboa pelo mesmo meio de transporte. Cheguei à Praça do Comércio e interroguei-me:

Srª Gracinda - Que fazer agora? Não conheço ninguém! Apenas sei que me encontro no Terreiro do Paço, à entrada da Doca da Marinha. Recorri então ao número de telefone, que num pequeno pedaço de papel havia sido escrito pelo meu pai e cujo fim era o de me socorrer da ajuda da Srª Gracinda Dias, conterrânea que já há muito residia na capital. Entrei numa cabine telefónica, disquei o número e do outro lado respondeu-me uma voz familiar que alegrou o meu estado de espírito.

- Srª Gracinda, sou o Manuel do Silvino de Parada. Encontro-me neste local, sem saber bem o que fazer.

Esta, afável como sempre, retorquiu-me:

- Olha filho mantêm-te aí, pois dentro de minutos estará aí o meu filho João, para te trazer. Senti uma alegria muito grande, sabia que a partir deste momento já estava com a minha gente. Assim aconteceu, o João veio ter comigo, levando-me para casa de sua mãe, onde fui recebido como um filho. A partir desse momento nunca mais me abandonaram, transmitiram-me sempre apoio em todo o meu percurso que vos passo a relatar.

No seio desta maravilhosa família, fui, passo a passo, conhecendo a cidade. Visitava-mos também outros conterrâneos que habitava em Lisboa; recordo-me de visitar o Tonecas e a Conceição no Lumiar, o Ramiro e a Germina, o Daniel e a Olinda e tantas outras pessoas por quem nutro grande carinho e amizade.

Aqui senti que estava rodeado de amigos genuínos, que ainda hoje, felizmente conservo.

Esta família modesta, cujas agruras e dificuldades de então, obrigou a deixar a sua querida aldeia e procurar sustento noutras paragens, transformou-se numa autêntica família de acolhimento e porto de abrigo, para todos quantos, tal como eu, os procuravam na capital. Para além de mim próprio, atrevo-me a falar em nome de tantos outros conterrâneos, pois estou certo que eles, assim como eu, beneficiámos da enorme generosidade que habitava o coração daquela família e assinamos, em conjunto, esta singela homenagem.

Num encontro que tive, recentemente, com o Fernando (Fernando do Zé Leão) e com o Adérito, (Adérito do Didá), dei-lhes conta do que me propunha fazer. Estes de imediato me incentivaram, pois comungam do mesmo sentimento e posso garantir aos meus leitores que serei o fiel intérprete de conterrâneos e foram muitos, mesmo muitos que como eu foram acolhidos por esta família.

Sr. Armindo A Srª Gracinda e o seu marido Sr. Armindo, infelizmente, já não pertencem ao mundo dos vivos. Que DEUS vos tenha no céu, pois foram o exemplo vivo da comunhão e partilha com o próximo.

Encontram-se sepultados no cemitério de Parada, junto à campa dos meus pais. Sempre que ali me desloco, presto-lhes também o meu tributo, com as minhas orações.

Foi aquele maravilhoso casal, abençoado com o nascimento de seis filhos; - João, Manuel, Armindo, Maria, António e Pedro.

A todos eu adoro por igual. Permitam-me contudo que, de entre vós, eu seleccione o vosso irmão António, pois desde há muitos anos, como também é do vosso conhecimento, que eu o elegi como o meu melhor amigo. Mais adiante, poderão os meus leitores, ficar a saber o porquê da minha amizade fraterna com o António.

Há um elemento da família que também quero presente nesta homenagem; trata-se do avô Aníbal.

- Pensavam que me esquecia dele? Não meus meninos, era de todo impensável que tal acontecesse. Por ele, que sempre me acarinhou e sei que era um homem bom, trabalhador, honesto e fraterno, dirijo minhas preces a DEUS, rogando que o tenha no Seu seio.

Falando um pouco destes maravilhosos filhos, vou dirigir-me a cada um tentando demonstrar o porquê de tanta amizade.

- Meu amigo João; foste sempre aquele indivíduo simples e bonacheirão, com quem todos gostávamos de brincar. Recordas-te da viagem que fizemos a Bragança, no Carocha?

O regresso a Lisboa levou três longos dias. Transportávamos connosco um cordeiro vivo que tanto trabalho nos deu. Suportámos estoicamente o cheiro, dormimos no carro em Trancoso e para finalizar ainda nos aconteceu aquele episódio da pistola em Rio Maior. Lembras-te?

- Manuel; tu impressionavas-me com o teu alto grau de profissionalismo. Na Betesga, tu o Mendes e o Careca, formavam um trio extraordinário. Tenho saudades desse tempo. Sempre nos recebias com um sorriso. O teu carinho era contagiante aos teus colegas e a todos quantos contigo conviviam.

- Armindo; tu sendo o intelectual da família eras também um “bon vivant”. Que belas recordações tenho, de quando chegavas a casa, tratavas a tua mãe com especial carinho e depois das refeições nos convidavas para dar uma volta nos teus bólides, sempre bem apetrechados, boa música ambiente… proporcionaste-me momentos agradáveis os quais nunca esquecerei. Mais tarde quando te procurava, tinhas sempre tempo e disposição para falar um pouco da actualidade. Divergia-mos na cor clubista pois tu és um Grande Sportinguista. Dos teu carros recordo o Ford, o Taunus enfim tantos outros.

- Tu, Maria, eras uma menina encantadora, carinhosa, trabalhadora, por isso apareceu um galifão chamado Ferreira que teve o privilégio de te conquistar e ainda hoje ser teu marido. Acompanhei o vosso namoro, vocês foram sempre pessoas de trato fino e por isso constituíram uma família linda.

- António, não sei bem como começar a falar sobre nós. Tu tens uma personalidade muito forte, vincada, por alguns apelidada de mau feitio, mas eu penso precisamente o contrário. Dizes o que sentes, és directo, justo e imparcial. Para falar da nossa amizade e da minha gratidão para contigo e porque não quero pormenorizar, limito-me a falar de espaço temporal. Durante o ano de 1974, 1975, só um HOMEM com o teu carácter dava o apoio a um amigo caído no infortúnio. A tua generosidade transbordou, senti que estiveste sempre a meu lado e nunca mais vou esquecer. Acredita amigo, serás eternamente o meu maior AMIGO. Muitas outras coisas podia descrever para ilustrar os sentimentos que nos unem, dispenso-me de o fazer, porque nós sabemos bem aquilo a que nos referimos.

- Para ti Pedro o mais novo da família, apenas quero referir um episódio demonstrativo da amizade que nos une. Um belo dia, penso que talvez não me engane na data, 10-02-1976, subi ao 1º andar da Avenida Duque D’Ávila nº 119-1º em Lisboa. Ao entrar em casa andavas a fazer uns concertos de electricidade, já muito que não me vias e a surpresa foi de tal ordem, que atiraste com tudo ao chão, não trabalhaste mais, demos largas à alegria de ambos, a tua mãe deu-nos o almoço e de seguida fomos correr ao encontro dos teus irmãos. Começámos pelo Armindo que, na altura, era vendedor de colchões em Moscavide e não nos separamos em todo dia. Este episódio que eu guardo como recordação é demonstrativo da nossa amizade.

Enquanto elementos, felizmente ainda vivos, da família que agora homenageio, rogo recebam o meu mais sentido obrigado por tudo quanto, vossos pais e vocês, me fizeram. Este meu texto, acima de tudo, pretende ser uma Homenagem, uma Memória, uma viagem no tempo.

Família DIAS Um abraço e um Olhar deste vosso

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

28 de setembro de 2011

AGOSTINHO DE JESUS GONÇALVES

1898 - 1975

Meus caros leitores, em especial os meus conterrâneos.

Agostinho de Jesus Gonçalves - Tropa Há pessoas que marcam a nossa vida.

Hoje não sei bem porquê, veio-me à lembrança um grande Senhor, filho da nossa querida aldeia. Homem de grande prestígio, generoso, trabalhador e honesto. Mais á frente talvez se perceba o porquê de eu evocar este homem que em 1975, deixou de pertencer ao mundo dos vivos.

O Senhor Agostinho, dado o laço, afectivo e familiar, pois era pai do meu cunhado João, sempre dedicou especial carinho aos meus pais; exercia muita influência, pois as palavras orientadoras e sábias funcionavam como norma de conduta para todos quantos com ele conviviam.

No decorrer da minha infância, após o exame da 4ª classe, fiz a admissão ao Liceu de Bragança. No ano lectivo, os resultados não eram os mais desejados, com a agravante de algum mau comportamento da minha parte (juventude irreverente). Um célebre professor, de seu nome Carvalho, resolveu comunicar ao meu pai, dada a amizade que os unia que eu ia chumbar. Sendo assim, acabei por desistir antes do final do ano de toda a actividade escolar.

No início do seguinte ano escolar, por intervenção directa do Sr. Agostinho, os meus pais consentiram que fosse efectuada a minha matrícula, no Colégio Salesiano de Arouca, como aluno interno. Um pouco de resistência por parte do meu pai, mas por pressão e atendendo ao pedido formulado, acabou por autorizar a minha matricula para aquele nobre estabelecimento de ensino, suportando economicamente altos custo para me manter nos estudos.

Nas férias da Páscoa os meus pais fizeram-me uma visita ao Colégio, tendo obtido informações desagradáveis a meu respeito. Estas contavam num diagnóstico de falta de concentração e atenção nas aulas e ausência de vocação para seguir a carreira de sacerdócio.

No final do ano, regressado à aldeia - férias escolares - havia que aguardar pelos resultados das notas finais. Estas não foram más, mas como a informação de conduta era negativa, fui convidado a não prosseguir os estudos naquele estabelecimento de ensino.

Foi-me colocada, pelos meus pais, a hipótese de continuidade, ou não, de prosseguir os estudos, hipótese essa que declinei, por falta de vocação e vontade, acabando por não seguir com a vida académica.

Com o decorrer dos tempos, trabalhando no duro na agricultura, sol a sol, comecei a pensar que rumo havia de dar à minha vida. O Sr. Agostinho, falou comigo e disse-me o seguinte:

- Olha rapaz, como vez isto aqui não é futuro, eu acho que abriu um concurso para admissão de voluntários na Armada Portuguesa, vou falar com o Sargento Correia da GNR, este vai fazer o requerimento.

Concordei, mas chamei-lhe a atenção para os eventuais obstáculos que poderiam ser colocados por meu pai. Ele respondeu-me:

- Não te preocupes, eu falo com ele e tudo será resolvido.

Sendo assim tudo bem. Eu cumprirei a minha parte e prometo solenemente que não o irei deixar ficar mal.

Tudo se processou como ele planeou, fiz provas fiquei seleccionado. Assentei praça em 9 de Janeiro de 1967, cumpri 4 anos, 9 meses e oito dias de serviço militar, passei à reserva na 1ª classe de comportamento.

No decurso da minha vida militar estudei, formei-me como homem e enfrentei o mercado de emprego com aptidão profissional, intelectual, estabilidade económica e emocional.

Pelo que acabo de descrever, facilmente se depreende qual a importância que este Senhor teve na minha vida. Agradeço à Armada Portuguesa, os bons tempos que lá passei a formação que me deu. A si Sr. Agostinho, que DEUS o tenha no Reino dos Céus, porque o Sr. era um Homem BOM. Sem a sua intervenção directa nada seria. Talvez o meu futuro passasse pela actividade agrícola, ou seja, seria muito diferente, plena de sacrifícios. Agostinho Gonçalves

Mais tarde, pouco tempo antes de nos deixar, numa fase má da minha vida, teve a nobreza de sentimentos de me enviar uma carta que guardo comigo. Foram para mim de extrema importância as palavras que a mesma me transmitiu. Ajudaram-me a superar o inferno em que me encontrava metido.

Diz o povo e com razão, que é na prisão e hospitais que se conhecem os amigos. Foi esta a lição que este Senhor me deixou.

Onde quer que esteja, receba esta singela homenagem de gratidão.

Um grande obrigado por tudo quanto fez por mim. É de homens destes que esta sociedade precisa. Guardá-lo-ei eternamente no meu coração.

Um abraço e um Olhar deste vosso

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

7 de setembro de 2011

Olhar atento sobre Parada

Caros amigos, conterrâneos e visitantes;

Acabo de regressar de 3 semanas de férias, passadas na minha (nossa) terra natal, onde me deu grande prazer registar com a minha inseparável máquina fotográfica, as benfeitorias que a nossa competente Junta de Freguesia levou a efeito. A todos felicito e dou os meus sinceros parabéns pelo trabalho desenvolvido. Outra coisa não esperava, pois são pessoas competentes, dedicadas à causa.

Parada de Infanções - Pedra Volte Sempre - Pedra Pedra granítica com o logótipo da aldeia e PARADA DE INFANÇÕES, bem como o sempre agradável dístico do VOLTE SEMPRE.

As ruas estão devidamente identificadas com uma toponímica muito bem fixada.

Eira da Barrosa - Obras

Registei com agrado as obras na eira da Barrosa, tornando-a num local aprazível para os habitantes vizinhos e todos quantos por ali circulam.

Fizeram melhorias em caminhos públicos, tornando-os mais transitáveis, falo concretamente na encosta que liga a ribeira á Sobreda. Desviando as águas tornaram este percurso muito mais agradável.

Petanca - Cxa areia Um grupo de habitantes, muito meus amigos, fez um campo de jogos para a petanca (jogo tradicional com esferas de ferro que os nossos emigrantes costumam fazer nas suas férias).

Simultaneamente fizeram um parque agradável para divertimentos múltiplos, estou a lembrar-me de jogo de cartas sueca, muito em uso no nosso meio. DSC_3839 Também serve para comes e bebes, saboreando belos petiscos, apanágio da nossa querida terra. Não vou aqui citar nomes, até porque as imagens que vou colocar, ilustrando este meu trabalho, Placa - Campo de Jogos são devidamente esclarecedoras. Digo apenas bem hajam e não se cansem de fazer bem pelo nosso património, seja ele de lazer, cultura ou outros. Um obrigado a todos.

Outro assunto que quero registar é o do desenvolvimento do nosso património habitacional. É digno de registo! Falo-vos concretamente das excelentes casa que se têm construído e recuperado na nossa freguesia.

Vou expor as fotografias que, melhor que com palavras, ilustram aquilo que acabo de dizer, ofertando-nos quase que como ao vivo, o arrojo e a magnitude das casas a que me estou a referir.

Casa do Gilberto Casa do Barbosa

Casa do LouçanoCasa do Mário Rocha

 

Casa do Francisco FerreiraCasa do Agostinho O Gilberto, o Barbosa, o Mário Rocha, o Louçano, o Anibal Alves, o Francisco Ferreira, o Agostinho, o Dimas e tantos outros. A nível de recuperação do antigo, o António Daniel Afonso, a casa dos Sete Infantes do meu primo Zé Marta, Cavaleiro Ferreira e Rapazote, etc.

Vou colocar aquelas que tenho em suporte digital fotográfico, outras serão expostas em próxima oportunidade.

Por último, não com menor importância, quero dar-vos a conhecer o que para mim é um exemplo de longevidade. Refiro-me concretamente a dois dos nossos menos jovens conterrâneos, o Sr. Esteves e a Srª Beatriz Gonçalves.

Sr. Esteves O Esteves homem de 97 anos, criado em ambiente saudável, trabalho árduo, mas como podemos constatar muito bem conservado. Este ser humano passava meses que não vinha à aldeia, fazendo toda a sua actividade agrícola na “Ladeira” . Srª Beatriz Gonçalves A Beatriz criou os filhos com muito trabalho e amor e hoje aqui a temos com 93 anos, aspecto formidável, move-se para tudo quanto é sítio, fazendo uma vida activa doméstica em perfeitas condições de saúde. Que a ambos Deus dê muita saúde para continuar a viver.

O Esteves agora vai colocar um aparelho auditivo que o tornará mais comunicativo com todos os que com ele convivem.

A Amália Gonçalves penso estar a viver os 94 anos, bem como o Marcolino, com 96. Numa próxima oportunidade mostrarei aos meus leitores o seu aspecto com as suas fotografias.

Um abraço e um Olhar, deste vosso

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

17 de julho de 2011

Amizade

Meus caros leitores e amigos.

No inicio de 1967, assentei praça na Armada Portuguesa. Aqui conheci pessoas extraordinárias com os quais criei laços de amizade e camaradagem, não só para a situação no momento, mas sim para toda a vida.

No dia 9 de Junho, fui visitar o Patrício, que já não via há pelo menos 40 anos. O encontro foi marcado a convite deste, extensivo ao Novais, João e Francisco Duarte. Encontramo-nos em Cernache do Bom Jardim. Foi emocionante o meu reencontro com estes meus amigos que muito prezo. O Novais, o João e o Duarte são contactos mais regulares. O Patrício, este que sempre foi um colega que muito estimava e estimo, por contingências da vida, não me foi possível estabelecer contacto mais regular, sentindo assim imensas saudades. Hoje, felizmente, terei oportunidade de mitigar um pouco essas saudades e encontro-me satisfeito por ter conseguido realizar este encontro.

Também quero fazer um apelo a algum leitor que passe por este meu pequeno texto, se conhecer alguém que tenha sido incorporado na Armada Portuguesa em Janeiro de 1967, mais concretamente na especialidade de Artilheiro, entre em contacto comigo, pois será um prazer rever amigos.

Vou proceder à exposição conjunta com este texto de uma foto com o nosso grupo actual.

João, Novais, Afonso, Patrício e Duarte. (ordem da fotografia da esquerda para a direita).

Convívio 09/06/2011

Um abraço e um Olhar, deste vosso.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

20 de abril de 2011

Réquiem pelo “Tio Azul”

Caros amigos conterrâneos e visitantes;

Francisco Machado (Tio Azul)
Infelizmente, neste meu, mas também vosso espaço, a tristeza também ocupa o seu espaço. Tomei conhecimento que Francisco Machado (para nós o tio azul) deixou de pertencer ao reino dos vivos.
Não posso, melhor ainda, não quero, deixar passar este episódio triste, sem aqui, neste modesto pedaço de mundo virtual, exprimir os meus mais íntimos sentimentos. O “Tio azul” era, para mim, uma referência de humildade e honestidade e, por mais adjectivos que invente, não consigo exprimir a grandeza deste homem que acaba de partir. Ao longo dos anos, sempre mantive um extraordinário relacionamento com ele, muitas vezes pedi o seu conselho para determinadas opções da minha vida privada e familiar. Sempre me dedicou especial carinho, no prosseguimento do relacionamento que mantinha com os meus pais.
Perdoem-me que lhe faça esta pequena, mas sentida e justa homenagem.
O “Tio azul”, quando eu era criança, numa simples peça teatral (Os Sete Infantes de Lara), destacou-se como figura principal da mesma, desempenhando com mestria o papel de pai dos sete infantes. Nessa mesma peça, eu tive o privilégio de ser o 1º Infante.
Hoje, neste momento, aqui e agora, ao endereçar aos seus filhos e demais familiares as minhas condolências, peço-lhes que as aceitem e que me deixem comungar com eles este luto, porque parte da vivência do “Tio azul” também reclamo como minha. Aos seus filhos, atrevo-me a dizer, eu adorava o vosso pai.
Como remate desta homenagem, resta-me dizer que vou rezar pela paz da sua alma e ao descanso eterno, que bem merece, e aqui entre nós, conquistou.
Até sempre “Tio azul”.

Réquiem ætérnam dona eis, Dómine, (Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno)

A todos

Um abraço e um Olhar, deste vosso.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

9 de abril de 2011

Alvíssaras por PARADA

Caros amigos, conterrâneos e visitantes;

No passado dia 3 de Fevereiro, desloquei-me à nossa querida aldeia, para uma visita de 4 a 5 dias.

Sempre acompanhado da minha inseparável máquina fotográfica tinha como ideia e objectivo fazer mais uns bonecos daquela maravilhosa terra que me viu nascer.

Casa Sto Amaro Em primeiro lugar, fui contactado por um cidadão de seu nome António de Sousa, que resulta ser um ilustre historiador e que, de momento, se encontra a efectuar um estudo sobre a nossa terra e me pediu para lhe fotografar a casa e capela de Stº Amaro, bem como mais algumas casas e pedras de brasão por lá existentes.

Porta da Capela de Stº Amaro Assim vou apresentar-vos as respectivas fotografias, bem como mais algumas coisas que nos façam recordar os nossos tempos de criança.

Também me desloquei a pedido do historiador à quinta da Avelaira, para nós conhecida como quinta do Baçal. (Infelizmente, não obstante a existência de herdeiros a Quinta encontra-se, hoje, em completo estado de abandono).

Quinta Avelaira_1

Quinta Avelaira_2

   Quinta Avelaira_3 Fotografei ainda a casa dos meus familiares, para nós conhecida como a casa dos Sete Infantes de Lara. Casa Sete Infantes Lara_1

Casa Sete Infantes Lara Capela da Srª das CandeiasA capela da Senhora das Candeias, propriedade da minha sobrinha Ana Gonçalves, a quem eu pretendo, aqui e agora, elogiar pelo magnífico trabalho de recuperação.

As galinhas da Curina Jantei em casa do Senhor presidente da Junta, o qual me autorizou a fotografar as suas aves de capoeira e o seu delicioso fumeiro.Fumeiro

Foram curtos os dias ali passados, mas prometo que em futuras visitas darei mais notícias da nossa maravilhosa terra.

Agradeço a todos os meus leitores que me façam chegar testemunhos e factos que queiram ver desenvolvidos neste meu modesto Blog.

A todos

Um abraço e um Olhar, deste vosso.

Manuel Afonso

27 de janeiro de 2011

Meu local de trabalho

Meus caros amigos,

Apesar de umbilicalmente ligado, digo isto porque a postagem que agora crio, contém, na mesma, fotos de minha autoria e elas situam-se na cidade de Lisboa, resolvi truncar por momentos a rúbrica “Um Olhar sobre a Capital” e dedicar-vos este post ilustrado, para vos dar a conhecer um pouco mais da minha vivência em Lisboa.

Posto isto e dado já ter esta matéria escrita desde o ano transacto, aqui vai…

“Aos meus amigos e leitores dedico esta matéria, ilustrando com alguns trabalhos fotográficos a paisagem da área urbana que me rodeia.

Em Novembro do ano transacto, fui transferido para as instalações do Ministério das Finanças e da Administração Pública, sito na Praça do Comércio. Foi fácil a adaptação. Comecei por apreciar toda aquela área envolvente e não resisti ao impulso de pegar na máquina fotográfica, fazendo uns bonecos. Quis com isso dar a conhecer algumas das belezas que a nossa capital contém.

Não tenho dúvidas que muito existe ainda para mostrar, mas as condições atmosféricas não permitem fazer melhor.

Prometo que sempre que realize novos trabalhos, postá-los-ei neste meu blog, levando-os àqueles que porventura não conheçam as belezas da Baixa Pombalina.”

Para vos poupar um trabalho de busca, demorado, faculto-vos uma discrição em pormenor (wikipédia), sobre a matéria em epígrafe.

Terreiro do Paço - Vista noturna A Praça do Comércio, mais conhecida por Terreiro do Paço, é uma praça da Baixa de Lisboa situada junto ao rio Tejo, na zona que foi o local do palácio dos reis de Portugal durante cerca de dois séculos. É uma das maiores praças da Europa, com cerca de 36 000 m² (180m x 200m).

Em 1511, o rei D. Manuel I transferiu a sua residência do Castelo de São Jorge para este sítio junto ao rio. O Paço da Ribeira, bem como a sua biblioteca de 70 000 volumes, foram destruídos pelo terramoto de 1755. Na reconstrução, a praça tornou-se no elemento fundamental do plano do Marquês de Pombal. Os edifícios, com arcadas que circundam a praça, albergam alguns departamentos de vários Ministérios do Governo Português e ainda o famoso café Martinho da Arcada, o mais antigo de Lisboa, e um dos preferidos de Fernando Pessoa.

Após a Revolução de 1910 os edifícios foram pintados a cor-de-rosa republicano. Contudo, voltaram recentemente à sua cor original, o amarelo. O lado sul, com as suas duas torres quadradas, está virado para o Tejo. Essa foi sempre a entrada nobre de Lisboa e, nos degraus de mármore do Cais das Colunas, vindos do rio, desembarcam chefes de estado e outras figuras de destaque (como Isabel II de Inglaterra ou Gungunhana). Ainda é possível experimentar essa impressionante entrada em Lisboa nos cacilheiros, os barcos que ligam a cidade a Cacilhas. Hoje, o espectáculo é prejudicado pelo trânsito na Avenida da Ribeira das Naus, que corre ao longo da margem.

Estátua equestre D. José Um facto interessante são os banhos semanais que ocorriam antigamente no cais, nos quais algumas pessoas ousavam e se banhavam nuas, o que causou indignação na época. No centro da praça, vê-se a estátua equestre de D. José, erigida em 1775 por Joaquim Machado de Castro, o principal escultor português do século XVIII. Arco Triunfal - Rua AugustaAo longo dos anos, a estátua de bronze ganhou uma patina verde. No lado norte da praça, encontra-se o Arco Triunfal da Rua Augusta, a entrada para a Baixa. A área serviu como parque de estacionamento durante a década de 1990, mas hoje este vasto espaço é usado para eventos culturais e espectáculos. 

Estátua Equestre de D. José

Terreiro do Paço

Pode observar-se ao longe o Santuário de Cristo-Rei ( O Cristo-Rei é um dos "ex libris" de Lisboa. A ideia da sua construção remonta a 1934, altura da visita do Cardeal Cerejeira ao Corcovado, no Rio de Janeiro. Foi no entanto a não participação de Portugal na II Guerra Mundial que precipitou a concretização da obra, na sequência de uma promessa, feita pelo episcopado, que se Portugal fosse poupado à hecatombe da guerra o monumento seria erigido.

O monumento foi inaugurado a 17 de Maio de 1959. A autoria é dos arquitectos António Lino e Francisco de Mello e Castro e dos mestres-escultores Francisco Franco e Leopoldo de Almeida.

O monumento está a 113 metros acima do nível do mar e oferece uma das mais bonitas vistas sobre a cidade de Lisboa.)

Esperando ter, minimamente, satisfeito as vossas naturais expectativas,

A todos

Um abraço e um Olhar, deste vosso.

Manuel Afonso

25 de janeiro de 2011

Um Olhar sobre a Capital – II

Meus caros amigos,

Quem verdadeiramente me conhece, sabe bem que para mim, a palavra é mais válida do que um contrato assinado. Posto isto aqui vos deixo a continuação da “saga” – Um Olhar sobre a Capital.

Ruínas do Convento do Carmo

Convento do Carmo - Lisboa

O Convento da Ordem do Carmo de Lisboa localiza-se no Largo do Carmo e ergue-se, sobranceiro ao Rossio (Praça de D. Pedro IV), na colina fronteira à do Castelo de São Jorge.

O conjunto, que já foi a principal igreja gótica da capital, e que pela sua grandeza e monumentalidade concorria com a própria Sé de Lisboa, ficou em ruínas devido ao terramoto de 1755, não tendo sido reconstruído. Constitui-se em um dos principais testemunhos da catástrofe ainda visíveis na cidade. Actualmente as ruínas abrigam o Museu Arqueológico do Carmo.

É possível que a ruína do Convento do Carmo e do vizinho Convento da Trindade, aquando daquele terramoto, esteja na origem da expressão popular "Cair o Carmo e a Trindade".

Miradouro de São Pedro de Alcântara

São Pedro de Alcântara - Miradouro

Miradouro situado no topo do percurso do Elevador da Glória, perto de uma das muitas entradas para o Bairro Alto, de onde se tem uma bonita perspectiva sobre o lado leste da cidade de Lisboa, nomeadamente os bonitos bairros da Graça e de São Vicente de Fora e o Castelo de São Jorge.
Junto à balaustrada encontra-se um painel de azulejos com o mapa da cidade representado, ajudando a identificar alguns locais de Lisboa.
As sombras das árvores que rodeiam o Miradouro tornam-no ainda mais agradável, aliadas aos confortáveis bancos para melhor usufruir da vista agradável.
As melhores perspectivas surgem ao fim do dia, quando as luzes de Lisboa se acendem e a encosta do castelo se ilumina.
À noite o miradouro é um popular ponto de encontro para os jovens lisboetas, que muitas vezes aqui se concentram para seguir viagem à famosa noite do Bairro Alto.

Turismo aéreo

DSC_1670  DSC_1665

Das 19 espécies de gaivotas que se podem observar em Portugal, esta que captei aquando deste meu périplo pela capital, pertence à espécie Gaivota–d’asa-escura, que se caracteriza por ter o dorso escuro e patas amarelas. Os juvenis são acastanhados. Ocorre principalmente no Outono e no Inverno, tanto no litoral como nas zonas húmidas de interior.

De notar que todas as fotos, anteriormente e agora postadas, foram por mim tiradas e fazem parte do meu espólio fotográfico.

Um abraço e um Olhar, deste vosso

Manuel Afonso

19 de janeiro de 2011

Um Olhar sobre a Capital – I

Meus caros amigos,

No seguimento da rubrica em epígrafe e cumprindo com aquilo a que me propus…

Elevador Santa Justa - Lisboa  Elevador Santa Justa: com mais de 100 anos, o elevador é um marco de Lisboa.

  Liga o bairro do Carmo a Baixa, e oferece uma vista privilegiada da Baixa Pombalina.

Elevador santa Justa - Topo

Torre de Belém - Lisboa

Torre de Belém: ponto de partida das Naus portuguesas rumo às expedições marítimas, a Torre de Belém é um dos principais marcos de Lisboa. Foi construída sobre o Rio Tejo, por D. João II, para servir como fortaleza.

Um abraço e um Olhar, deste vosso

Manuel Afonso

18 de janeiro de 2011

Um Olhar sobre a Capital

Meus caros amigos

Tenho recebido chamadas de atenção, via telemóvel e e-mail, dando-me conta da “hibernação” que tem atingido este espaço. Bem sei que tenho andado um pouco arredado no que a “postagens” diz respeito, mas motivos tanto de ordem profissional bem como de índole pessoal me têm feito descurar um pouco este meu/nosso blog.

Também é verdade e aqui vos quero deixar bem expresso que, abandonar um projecto, seja ele qual for, não faz parte da minha maneira de ser nem meu modo de estar na vida.

Reforçando o que acima referi, quero hoje e aqui começar uma rubrica a que chamarei “Um Olhar sobre a Capital”, onde pretendo retratar através de algumas “chapas” de minha autoria as belezas que um espaço de grande buliço e agitação, pode conter.

Contando com a vossa fidelidade…

Quem quer quentes e boas!

(O vendedor de castanhas à saída da estação ferroviária do Rossio)

Chafariz no Rossio - Lisboa

(Fonte Barroca na praça D.Pedro IV, mais conhecida por Rossio)

Rossio - Teatro D.Maria II

(Fonte Barroca à frente do Teatro D. Maria II – Rossio)

Um abraço e um Olhar deste vosso

Manuel Afonso