11 de dezembro de 2020

 No princípio era assim


Como o tempo passa………..

Em 1961iniciei a minha modesta etapa académica.

Saí da minha Aldeia, Parada-Bragança com vontade de abraçar os estudos, incentivado pelos pais e amigos. Acompanharam-me os meus amigos Nuno Morais, Francisco Gonçalves e Assédio Gonçalves.

A minha mãe preparou-me o meu pequeno enxoval. Sim, era modesto, mas continha o necessário para as necessidades de um Aluno interno de um Colégio onde nada faltava. Aliás, foi a própria Instituição que fez a relação do material a solicitar para o bom funcionamento da catividade escolar.

O Colégio Salesiano de Arouca, reunia excelentes condições para que os alunos se sentissem confortáveis. Rigor, disciplina em condutas e normas para uma formação educativa, preparando os alunos para o futuro.

Logo de início, foi possível observar que a minha vocação não se enquadrava, nos regulamentos impostos e como tal a minha nota periódica de comportamento não era nada agradável. Regular, quando não era sofrível.

Toda atividade escolar também não era brilhante. A apreciação à conduta do aluno, tinha sempre a mesma conclusão. Falta de Concentração na atenção. O tempo foi passando na espectativa que algo se pudesse alterar na minha conduta.

Lembro-me que pela quadra festiva da Páscoa, os meus pais me foram visitar. Insistiram para eu mudar os meus comportamentos a nível de conduta e aplicação nos estudos. Não foram visíveis melhorias, pelo que penosamente tentei terminar o ano Escolar.

Não foi fácil para mim, muito menos para os meus progenitores. As despesas mensais mantinham-se, bem como as notas eram fracas.

O Colégio Salesiano de Arouca, pretendia formar alunos vocacionados para o sacerdócio. Queriam mudar mentalidades para enriquecer os quadros da religião.

Sendo católico, nunca admiti seguir tais desígnios.

No rescaldo dos exames de final de ano, confirmou-se a insuficiência de resultados para ultrapassar a mudança de ano. No envio das notas escolares, aconselharam os meus pais a não dar continuidade à minha carreira estudantil, naquele estabelecimento de ensino pelas razões que descrevi.

Hoje com 70 anos, preste a completar os 71, encontrei na minha casa em Parada a mala, cobertor com o meu número de aluno 446 e o respetivo missal de acompanhamento religioso. 

Partilho com os meus leitores, esta minha simples e falhada etapa da minha vidas, ilustrando com a imagem do referido achado.

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PARADA - Lar, Doce Lar - Meu Berço e meu Refúgio

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A mesma Parada vista por dois olhares