21 de março de 2017

VII Grande Capítulo da Confraria do Butelo e da Casula

Bragança, 25 de Fevereiro de 2017

Meus caros conterrâneos, amigos e leitores

Tive a honra e o privilégio de no passado dia 25 de Fevereiro de 2017, a convite do meu amigo Gilberto Rodrigues, participar neste Evento de elevado nível de organização que teve lugar na nossa querida BRAGANÇA.

Pelas 09h00, começaram a chegar os Confrades, trajados a rigor. Teve lugar um pequeno-almoço servido a todos quantos iam chegando.

Efetuadas as formalidades de recepção, as restantes Confrarias convidadas associaram-se ao Evento.

Um Comboio turístico transportou os convidados ao Castelo, onde no monumento da “Domus Municipalis” ocorreu a cerimónia de entronização do novo e ilustre Confrade António Martins.

No regresso ao restaurante, visitou-se a sede da Junta de Freguesia da Sé, Santa Maria e Meixedo presidida pelo amigo Vaz Pires que brindou os presentes com uma magnífica prova de iguarias da nossa região. Não vou esquecer um bolo degustado de sabor inigualável.

Visita ao Centro de Interpretação de Cultura Sefardita do Nordeste Transmontano. Passagem obrigatória pelo mercado do Butelo e da Casula, onde se pode verificar tudo quanto de bom a nossa região produz ao nível de enchidos, fumeiro em geral.

Registei com agrado as vendas que ocorriam, sem deixar de destacar o SABORES E TRADIÇÕES origem PARADA, o meu amigo Xico Figueiredo não tinha mãos a medir.

Por último regressamos ao RESTAURANTE ROTA DOS SABORES, onde o Chefe Eurico nos forneceu um excelente repasto fazendo uso de todos os seus conhecimentos culinários. O butelo e as casulas estavam divinais, confesso que já sinto saudades desse dia muito bem passado.

Fazendo o encerramento da cerimónia tiveram lugar os diversos discursos da praxe, relevando o do Presidente da Câmara e o do Presidente da Confraria.

Fiquei com a certeza que a nossa terra e suas gentes está muito bem representada. Todos estes eventos são de relevância extrema para o divulgar das nossas capacidades gastronómicas e turísticas de desenvolvimento regional.

Partilho convosco um pequeno trabalho fotográfico para ilustrar tudo quanto referi.

I

II



3 de fevereiro de 2017

Talentos da minha aldeia



 Meus caros conterrâneos amigos e leitores

Hoje, quero partilhar convosco algo que há muito tempo estava nos meus planos divulgar. Na verdade chego à conclusão que na minha linda aldeia, Parada de Infanções, existem pessoas de muito valor. Vozes encantadoras, artesanato, cultura de representação ao nível de teatro, como exemplo o Auto dos Sete Infantes de Lara, Tradições como o cantar dos Reis, a serra das velhas, enfim um sem número de actividades que muito nos dignifica.

Hoje apresento neste meu singelo espaço virtual, as minhas amigas.
Ana Rodrigues Afonso
Maria Amélia Machado













Ambas cantam muito bem o fado, convidei a Ana para trautear um dos meus fados favoritos “O Embuçado” e para a Amélia, “O Xaile de minha mãe”.

Eu sei que este trabalho fica incompleto, pois o ideal seria com o acompanhamento instrumental da guitarra e viola. Mas como diz o povo “quem não tem cão caça com gato”, resolvemos fazer a gravação cantando à capela.

Neste contexto, não me cansarei de divulgar a riqueza da minha aldeia e suas gentes.

Aqui ficam estes dois singelos vídeos, na expectativa de que todos quantos por aqui passarem desfrutem destas demonstrações.


12 de janeiro de 2017

Bem no fundo do baú – Recordando o passado
Francisco Manuel Alves – Abade Baçal

Meus caros conterrâneos, amigos e leitores

Recentemente, ao fazer limpeza às gavetas da minha casa em Parada, aparece uma fotografia antiquíssima com dedicatória no verso.



Recolhi e preservo com muito carinho. Eis a razão de os meus pais me dizerem ao longo dos tempos que tinha fortes laços de família a Baçal, nomeadamente na ilustre personagem do abade Baçal.

Perante este testemunho que partilho, as dúvidas focam dissipadas. Francisco Manuel Alves (Abade Baçal), foi primo do meu avô materno José António Pires, que infelizmente não conheci.

Francisco Manuel Alves (Abade Baçal), nasceu em Baçal – Bragança, em 1865 e faleceu em 1947 com 82 anos de idade. Ilustre figura do clero do Nordeste Trasmontano.

Ao longo da sua vida, recolheu testemunhos arqueológicos, etnológicos e históricos respeitantes à região de Trás os Montes.

Em Bragança existe um Museu com o seu nome e uma estátua no Jardim em sua memória.
Convido-vos a consultar o historial da obra cultural de tão ilustre figura. 

Com carinho e amizade VOTOS DE FELIZ ANO NOVO.

18 de setembro de 2016

FORNO DE SECAR FIGOS

Meus caros conterrâneos amigos e leitores

Ao longo dos anos fui tendo muitas conversas com o nosso querido conterrâneo Manuel Esteves sobre o assunto do forno dos figos na ladeira. Dizia-me ele para não deixar passar o tempo, pois a idade estava a avançar e ele queria levar-me ao local.

O assunto foi se protelando, o amigo Esteves acabou por falecer com mais de 100 anos, sem que concretizasse os meus objectivos.

Felizmente, a Digníssima Arqueóloga da Divisão de Urbanismo da Câmara Municipal de Bragança, facultou-me os elementos e com a devida autorização hoje aqui partilho com todos aqueles que seguem este meus/vosso espaço virtual a realidade e estado de conservação do referido forno, bem como toda sua história.

 O Forno de secar os figos situa-se na ladeira de Parada de Infanções, na margem direita do Rio Sabor. Foi construído em alvenaria seca, apresenta um alçado principal retilinto, no qual se localiza a boca que dá acesso a uma câmara de combustão e secagem, de planta circular, perfil abobadado e base plana.

O forno era aquecido com estevas e carrascos, até ficar rojo. Após varrer as brasas, sobre placas de cortiça para evitar a assadura, eram então colocados os figos no interior do forno para perder a humidade. Posteriormente acabavam de secar ao sol, sobre panos brancos, expostos em varandas e por fim polvilhados com farinha.

Os figos secos sempre foram um elemento de excelência na alimentação, conservavam-se ao longo do ano. Eram degustados com regularidade nos mata-bichos, acompanhados de um copo de aguardente. Quem não se lembra?

Dadas as melhorias de condições de vida das populações, com mais facilidade de acesso aos bens de consumo, ditaram o desuso destas estruturas, pelo que, actualmente, apenas fazem parte da memória dos mais antigos.

De referir que toda esta zona proliferavam figueiras em abundância. Actualmente em extinção dado seu abandono.

Um pouco à memória do nosso saudoso Manuel Esteves e agradecendo a gentileza da Drª Clara André, permitam-me que ilustre com uma foto do forno e do seu utilizador.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

PARADA - Lar, Doce Lar - Meu Berço e meu Refúgio

PARADA - Lar, Doce Lar - Meu Berço e meu Refúgio
A mesma Parada vista por dois olhares