Mais do que um Adeus… um Até Sempre
1946-2015
Hoje, 2 de Janeiro de 2015, o dia amanheceu mais triste. Pelas 9h 25m o telefone tocou. Era a nossa conterrânea Ana Paula Costa e as notícias foram as que, definitivamente, não queria ouvir.
O Afonso, mais conhecido pelo Afonso do Galhabano, o nosso Amigo, querido de todos e por todos, deixou a sua família e todos os amigos hoje de madrugada e partiu.
Para todos nós, é uma perda difícil de compensar mas resta-nos a esperança de que agora ele vele por nós lá Encima. Para a família, não há palavras que possam ser ditas para a consolar, mas aqui fica a minha pequena homenagem ao nosso amigo que foi sempre uma pessoa especial.
Fiquei triste, muito triste. A notícia apanhou no percurso que faço desde minha casa até ao ginásio que diariamente frequento. Tal como se tivesse levado “murro no estômago”, fiquei sem fôlego e sem sentido de orientação. Regressei a casa, reflecti e perguntei-me o que fazer. Infelizmente, não posso viajar, para lhe prestar, pessoalmente, a minha última homenagem, por razões e afazeres particulares, para as quais a minha presença é indispensável.
Ao Afonso, pessoa da minha geração e de quem sempre fui amigo dedicado, ligava-me um elo mais íntimo, porque para além de com ele ter convivido durante a adolescência, quis o destino unir os nossos percursos de vida no serviço militar, na Marinha de Guerra Portuguesa, onde os laços de amizade se fortaleceram.
Ao longo dos anos, desfrutámos de um salutar relacionamento, pautando a nossa conduta por princípios que os nossos pais nos ensinaram. Lealdade, companheirismo, respeito pelo próximo e dedicação a todos que nos eram próximos.
Caracterizar o Afonso, é muito simples. Costuma-se dizer que quando alguém parte, deixa saudades e é sempre uma excelente pessoa. Sobre este amigo, eu digo com toda a sinceridade que foi das pessoas mais puras que até hoje tive o prazer de conhecer.
O Afonso, era simples, generoso, honesto, trabalhador, inteligente e não vou alongar-me mais, pois iria esgotar o leque de adjectivos.
Á sua família apresento as minhas sentidas condolências e deixem-me comungar do vosso luto, porque é esse o meu estado de espírito.
A ti meu amigo, eu digo: Não vou chorar a tua morte, a tua alma voa para o Céu acompanhada da saudade dos que amaste na terra e continuarás a amar no Céu.
A todos os meus amigos e leitores, eu envolvo num fraternal abraço e já agora porque a vida continua e estamos em início de ano, a todos desejos um feliz Ano Novo.
Manuel Afonso (Manuel Silvino)