7 de março de 2014

Natureza – Património Histórico

Meus caros amigos, conterrâneos e leitores

Mais uma visita à minha majestosa aldeia para passar um curto período de repouso. As condições climatéricas não foram as mais desejadas, mas deu para passear, confraternizar com família e amigos.

Como sabem, sou um apreciador de fotografia, natureza, gentes e costumes. Resolvi munir-me da minha inseparável máquina fotográfica, parti em direcção ao nosso Rio Sabor, onde colhi algumas imagens que pretendo registar e partilhar neste meu/nosso espaço virtual.

Panoramica da aldeiaParada, é uma aldeia magnífica. Distingue-se pela riqueza cultural, humana e ambiental. Produtiva em agricultura. Aumenta galopantemente a plantação de castanheiros, oliveiras e restantes produtos agrícolas. A sua população é trabalhadora e utiliza o sistema da entreajuda para vencer as dificuldades. As máquinas agrícolas, fizeram com que as pessoas tenham capacidade de resposta para levar de vencida toda a faina. Outra produção que me apraz registar é a do vinho, qualidade e quantidade. A gastronomia, essa então faz as delícias dos nossos visitantes.Vista da aldeia

Neste contexto, ao chegar a Vale de Pereiros resolvi voltar a minha objectiva sobre a aldeia, fiz dois cliques para levar a imagem a todos os meus leitores.

Para vos descrever os objectivos que me levaram ao Rio Sabor, quero realçar a sua beleza natural, coroada com a célebre Ponte Romana sobre o seu leito, fazendo a ligação à aldeia de Outeiro.

ponte romana 2  Ponte romana

ponte romana 3

Parada tem o privilégio de desfrutar deste magnífico Rio Sabor, com águas límpidas e despoluídas.

O Rio Sabor, nasce na Serra de Gamoneda , na província de Zamora, Espanha, entra em Portugal, atravessa a Serra de Montesinho, distrito de Bragança, é um afluente da margem direita do Rio Douro, onde desagua a jusante da Barragem do Pocinho, mais concretamente na aldeia de Foz do Sabor.

leito do rio (2)  leito do rio

Para falar deste Rio, talvez seja arriscado da minha parte, sei que alimenta as populações com bons peixes, nas suas margens existe uma diversidade de fauna, a sua paisagem deslumbra-me. Os acessos já se encontram facilitados, fruto do trabalho das autarquias.

Ao partilhar com todos os meus leitores, amigos e conterrâneos este singelo texto e imagens, deixo o meu afectuoso abraço.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

5 de fevereiro de 2014

CONFRATERNIZAR

Meus caros amigos leitores e conterrâneos

Ciclicamente reúno com um grupo de amigos para socialmente debatermos alguns temas da actualidade ou de interesse notório, degustarmos alguns pratos que nós próprios confeccionamos e no final e no campo lúdico/desportivo jogarmos uma bela “sueca”. A este grupo de amigos convencionámos dar o nome de “Confraria O Bom Garfo”.

Nas minhas instalações, garagem, instalei um mínimo de condições para podermos confeccionar os nossos magníficos almoços.

É para mim um prazer poder partilhar convosco estes momentos. Sinto-me muito bem acompanhado e tento tirar partido desta minha nova vida de aposentado. Esforço-me para controlar os excessos gastronómicos, sempre com plena convicção que tenho que aproveitar os bons momentos que estes convívios me proporcionam.

Registo para a posteridade e vou decididamente continuar a conviver com o Rodrigues (cozinheiro), Limão, Miguel, Fernandes, Gonçalves, Granja, Américo, Júlio e Capitão Sant’Águeda.

Deixo-vos algumas fotos da última patuscada, ontem dia 04 de Fevereiro e que continha como prato principal – Couves com Carne (em algumas localidades, mais conhecido como cozido à portuguesa).

Alguns ingredientes  Rodrigues - O Mestre Cuca

À espera dos Comensais  Alguns dos Confrades

Duas mesas de "Sueca"  As garrafas não são para enfeite

Cumprimento todos quantos fazem o favor de ser meus amigos e leitores.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

9 de dezembro de 2013

A LUZ QUE BRILHA MAIS QUE O SOL

Diana Parabéns Diana! 6 anos.

Meus caros conterrâneos, leitores e amigos

Li algures uma definição de Willa Cather, em que ela diz: “a felicidade é estar absorvido por algo completo e maravilhoso”.

É verdade, é esse o estado em que me encontro e por isso me atrevo a registá-lo neste meu singelo espaço virtual, partilhando-o com os meus leitores e amigos.

Sou feliz, tenho uma família maravilhosa que eu muito amo, mas hoje que a minha netinha querida faz 6 aninhos, não posso ficar indiferente e por isso aqui ficam as minhas palavras de amor.

Parafraseando um texto de um Grande amigo meu, referindo-se a um filho: “o amor não se descreve, pratica-se”.

Este é o meu lema de vida perante todos os que me rodeiam e são queridos. Tu pequenina, mereces todo o meu carinho, afecto e dedicação. Tu és a Luz que me iluminas.

Bem sei que os meus leitores vão dizer: “que avô babado”, não me importo. Sou na verdade um ser humano que ama a vida e por isso não é pecado nenhum mostrar perante os outros tão nobres sentimentos.

Carta para a nossa querida neta

“Querida neta, que imensa alegria transborda dos nossos corações neste dia que te pertence. Tu significas muito para nós e queremos através destas simples palavras dizer o quanto te desejamos felicidades, paz, harmonia e muito sucesso na tua vida.

Hoje completas mais um ano de vida. Que Deus te conceda muitos mais e todos eles com saúde e energia para que jamais desistas das lutas de todos os dias. Que os amigos que te cercam sejam sempre sinceros e que os teus caminhos sejam iluminados pelos anjos que estarão sempre a proteger-te e a abençoar-te.

Na realidade tu és a luz da nossa família.

Sabemos que um dia vais ler este simples manifesto de alegria, querida netinha. Vais ficar feliz sabendo que todos te dedicamos o carinho e amor que tanto mereces.

Ao dar-te os parabéns também englobamos os teus pais e restante família, pois eles adoram-te e partilham connosco toda esta felicidade.

Nestes tempos conturbados que estamos a viver socialmente, pedimos a DEUS, sim a DEUS porque somos católicos e alimentamos a esperança que melhores dias o futuro nos reserva, que a tua geração seja repleta de progressos.

Guardaremos connosco toda a alegria que nos tens proporcionado.

Obrigado por ser tudo de melhor que temos na nossa vida. Que este dia seja o primeiro de tantos outros especiais que terás pela frente.

FELIZ ANIVERSÁRIO Querida Neta.

Votos sinceros dos avós que muito te amam – Adozinda e Manuel”

Os pais da Diana e ela  Os avós - Adozinda e Manuel

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

23 de setembro de 2013

NEM TUDO O VENTO LEVOU

Meus caros conterrâneos, leitores e amigos.

É bom nunca desistir. Foi isso que eu fiz ao longo de muitos anos.

Bem isto a propósito do texto que me proponho partilhar com os meus amigos e leitores.

Este agora meu pequeno texto retrata o meu reencontro com alguém que me marcou profundamente, tendo com ele criado tal amizade, que nunca julguei ser possível estar tanto tempo em letargo.

Depois desta pequena introdução, vamos ao tema a desenvolver.

Manuel Afonso Amilcar MorenoEm Janeiro de 1967, assentei praça na Armada Portuguesa. Mancebo de tenra idade, com apenas 16 anos de idade. Tive o privilégio de conhecer um Sr. de seu nome Amílcar Moreno,  que no ano anterior, Abril de 1966, com 16 anos de idade tal como eu, também ele assentou praça na Armada. Existia em comum o facto de ambos sermos oriundos da mesma região, Trás-os-Montes. Ele natural do Brinço, eu de Parada, duas aldeias maravilhosas do Nordeste Transmontano.

Foi extremamente fácil criar laços de amizade. Desde início me apercebi estar na presença de alguém superdotado, de características excepcionais. Rapaz humilde, generoso, humano e possuidor de uma inteligência rara.

Os tempos iam passando e a nossa amizade exponencialmente aumentava. Existiam mais amigos da nossa terra, que tal como eu, comungavam da minha tese de análise, estou-me a lembrar do Armando, que foi ele que mo apresentou, do Amadeu, Venceslau, Miranda, mais tarde do Geraldes, Machado, Figueiredo, enfim, muitos que foram engrossando o nosso núcleo de amigos transmontanos. Todos comungavam da mesma tese. Estávamos perante alguém, que era um verdadeiro amigo; ajudava o próximo sem visar nenhum retorno do seu acto. Usando um cliché, neste caso envolto de completa realidade, podíamos dizer com toda a firmeza que o Amílcar era capaz de “despir a sua camisa” para dar ao colega. Era traquinas, brincalhão e por vezes, não media as consequências. Tudo isto fruto da sua juventude e irreverência. Vitimas destas situações mais graves que eu tenha conhecimento, o Amadeu e o Paulino. Se algum deles passar por este blog, sabe do que estou a falar. Tudo isto foi ultrapassado e hoje resta a amizade e vontade de o abraçar.

O serviço militar tem destas coisas, cria amizade, companheirismo e mesmo laços fraternais. O tempo ia decorrendo, cada qual seguia as suas carreiras e destinos. Eu e o Amílcar, fomos sempre coabitando os mesmos espaços e locais, o que fez com que a nossa amizade aumentasse e perdurasse. Talvez fruto de ambos continuarmos por Lisboa.

Em 4 de Agosto de 1970, com 4 anos 4 meses e 4 dias, o Amílcar teve baixa do serviço militar, regressando à vida civil. Eram tempos em que arranjar trabalho não era difícil. Eu recordo que comprava o Diário de Notícias de manhã e à noite estava empregado.

O Amílcar arranjava emprego com muita facilidade. Acontecia que depois de empregado, muitas vezes lhe faziam a vida difícil porque facilmente se apercebiam que estavam perante um talento que lhes poderia, a curto prazo, “usurpar” os seus cargos, pelos méritos demonstrados. Recordo que esteve ligado a seguros, agência de navegação, enfim, trabalhos sempre aliciantes, que ele dominava facilmente.

A nossa amizade continuava. Encontrávamo-nos com regularidade para jantar e pôr a nossa conversa em dia.

Em 9 de Setembro de 1971, com 4 anos 9 meses e 8 dias, tive eu baixa do serviço militar. Segui o mesmo percurso, empreguei-me e dei início à minha actividade laboral.

Em Fevereiro de 1974, o Amílcar, numa das nossas habituais conversas, manifestou-me vontade de partir para fora do país, à procura de novos horizontes, pois ele sentia que tinha pernas para andar e neste país, as estruturas, não o deixavam desenvolver as suas altas capacidade profissionais.

É assim que em 8 de Março, parte rumo à Austrália, onde ainda se mantém. Aqui perdi o seu contacto. Na verdade eram tempos difíceis, não existiam os meios tecnológicos actuais, o que muito contribuiu para o nosso afastamento. Perdi o contacto com o Amílcar, por razões alheias à nossa vontade, mas não desisti de o procurar.

Diversas vezes me desloquei à aldeia dele, procurando notícias. As pessoas apenas me indicavam a casa onde morava, mas as portas estavam sempre fechadas, com ausência dos seus proprietários (seus irmãos), que exerciam a sua actividade em diversos pontos do país.

Finalmente, em Agosto passado, numa nova tentativa, colhi a informação necessária ao desenvolver deste reencontro. Apareceu uma Srª vizinha que me deu o contacto telefónico da irmã Ermelinda, residente em Coimbra, a qual eu contactei de imediato. Esta recebeu-me muito bem, dando-me o seu endereço electrónico.

Encontrava-me de férias em Parada. Nessa noite redigi um texto para lhe enviar. A recepção foi rápida. Na manhã seguinte estávamos ligados aos nossos diálogos do passado. Contámos as nossas vidas no decorrer destes 39 anos, trocámos fotos de família e amigos comuns.

Hoje, sinto-me mais feliz porque encontrei um amigo. Do mesmo sentimento comungam quantos tenho alertado, dando conhecimento do reatar desta amizade. Ansiosos de o abraçar. A todos eu tenho informado que se perspectiva uma visita no próximo mês de Julho 2014.

Ao registar este acontecimento neste meu/vosso espaço, apenas quero partilhar com os meus leitores e amigos a alegria que me assiste por estar de novo no convívio com alguém que é digno do respeito e amizade de todos quantos com ele conviveram. Sei hoje que a sua vida a nível cultural, económica e, sobretudo familiar corre maravilhosamente, quanto ao resto, muito temos para conversar.

Até breve amigo Amílcar, para nós amigos, carinhosamente o ( Xaite, o Brinço).

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

PARADA - Lar, Doce Lar - Meu Berço e meu Refúgio

PARADA - Lar, Doce Lar - Meu Berço e meu Refúgio
A mesma Parada vista por dois olhares