5 de fevereiro de 2013

Férias em Parada

Meus caros leitores, amigos e conterrâneos.

DSC_6903 No passado dia 16 de Janeiro, desloquei-me a Parada para uma curta estadia. O tempo, algo instável, fez-me uma agradável surpresa, daquelas que há bastante tempo não ocorria.

As noites estavam frias, mas nada fazia prever que ocorresse precipitação de neve. Deitei-me por volta das 01h00m e senti uma brisa que fazia o habitual ruídoDSC_6898 no telhado e portas.

No dia seguinte, acordei com o ladrar do meu cão algo agitado. Levantei-me e fui ver o que se passava. O animal estava eufórico ao ver as “farrapas” caírem, criando um encantador manto branco. Tudo isto talvez provocado pela surpresa, pois devo referir que se trata de um animal de raça Serra da Estrela e com 8 meses de idade.

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Para mim, foi muito bom recordar os meus tempos de criança, em que estas ocorrências climatéricas eram mais frequentes. Veio-me à lembrança o poema de Augusto Gil, a Balada da Neve “Batem leve, levemente, como quem chama por mim…”. Peguei na máquina fotográfica e registei todas estas imagens que hoje quero partilhar, simultaneamente, público este belo poema que julgo nos vai fazer recordar os nossos tempos de escola primária.

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Das janelas da minha casa tenho um horizonte de neve constante. Os montes da Senábria Espanhola.

Mas, meus caros amigos, sentir, apalpar, brincar e contemplar as nossas paisagens é muito bom. Por tudo isto eu quero deixar registado o momento idílico porque passei.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

27 de dezembro de 2012

MEIO SÉCULO DE AMOR

Matilde Gonçalves – Manuel Martins

1962 – 2012

Os "aros" do AMOR Meus caros leitores, conterrâneos, amigos e seguidores deste meu/vosso blogue.

Hoje dia 24 de Dezembro de 2012, celebrou-se uma cerimónia na minha aldeia, assinalando as bodas de ouro deste maravilhoso casal a quem estou ligado por laços afectivos e familiares. Fui convidado a estar presente, mas infelizmente por agendamento da minha vida pessoal, não me foi possível comparecer ao vosso amável convite.

Não consigo exprimir o sentimento que me leva a dedicar algumas palavras para registar esta linda etapa da vida deste maravilhoso casal. A elevada admiração e carinho que por eles nutro, fez com que o meu coração exteriorize tudo aquilo que gostaria de lhes dizer pessoalmente.

“Saibam que gosto muito de vocês, são para mim um exemplo de vida.

Eu sei que quando vocês se conheceram eu era muito jovem, tinha apenas 12 anos, mas foi fácil verificar o quanto vocês se amavam e a nobreza com que o fizeram. O Manuel Martins, que na sua actividade profissional como elemento da Guarda Nacional Republicana, tinha que estar, ausente, visitava com frequência a sua amada, concretizando assim um namoro puro, que havia de os levar ao altar, onde juraram fidelidade um ao outro até que a morte os separe, através do casamento.

Ao longo destes 50 anos, têm sido um exemplo de vida perante esta sociedade onde a nobreza de princípios, permite uma sã convivência com todos quantos vos rodeiam. Constituíram família, educaram e que bom que é para a vossa filha Denerida ter uns pais como vocês”.

Hoje, na posse de algumas fotografias gentilmente cedidas pelo meu sobrinho Manuel Pinheiro a quem eu desde já muito agradeço, vou publicar este texto, para enriquecer este meu/vosso espaço.

Bodas d'Ouro - 24/12/2012 - Parada Bodas d'Ouro - 24/12/2012 - Parada

Bodas d'Ouro - 24/12/2012 - Parada Bodas d'Ouro - 24/12/2012 - Parada

Bodas d'Ouro - 24/12/2012 - Parada Filha, Genro e Netos À vossa filha e netos eu quero pedir que me deixem participar na vossa felicidade porque eu comungo inteiramente dela. Continuem a dar o vosso amor a quem tanto vos ama.

Peço a DEUS que vos continue a dar saúde e felicidade, pois bem merecem por tudo quanto ao longo da vida têm praticado.

Os meus parabéns são dirigidos a todos quantos vos adoram, da minha gente eu vos envio aquele abraço fraternal e bem hajam por tudo quanto me deram.

Até às bodas de diamante.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

7 de dezembro de 2012

Um pouco de mim se perdeu

Adeus Amigo Carlos Paulo

Carlos Paulo Hoje, pelas 11h15, recebi uma chamada do meu colega António Santos, participando a ocorrência da morte do nosso comum amigo Carlos Paulo.

Confesso que recebi um “murro no estômago”, mesmo sabendo, antecipadamente, que o seu estado de saúde era muito precário e praticamente irreversível. Os colegas Monteiro e António, sempre me iam dando informações sobe o seu estado de saúde.

Parei o carro, senti uma emoção profunda, uma lágrima no canto do olho, raiva não sei bem de quê, mas as pernas tremiam e só minutos depois prossegui para o meu destino.

As amizades constroem-se ao longo dos tempos. Tive o privilégio de conhecer este amigo, decorria o ano de 2001. Pouco tempo é verdade, mas o suficiente para o catalogar como meu amigo, razão pela qual lhe estou a dedicar esta missiva neste meu/vosso espaço.

No decorrer da nossa vida profissional, mantive um relacionamento muito cordial e mesmo sabendo dos seus episódios clínicos, admirava-o pela sua coragem, luta e vontade de vencer a doença.

Há sempre aquela máxima que, quando alguém nos deixa, termos o hábito de o catalogar como: belo ser humano, pessoa íntegra, de bom coração, enfim… todos aqueles chavões comuns que, no caso Carlos Paulo, mais não são do que verdades inquestionáveis.

Meu amigo Carlos, eu vou deslocar-me à Igreja para, pela derradeira vez, te fazer companhia por algum tempo. Porque sou católico, vou elevar a DEUS as minha orações.

Quero guardar comigo o sentimento de ter conhecido um Homem bom, humano, divertido e vou ficar-me por aqui em adjetivação, pois teria muito que escrever.

Amanhã estarei a teu lado para te dizer ADEUS.

À família que não conheço, eu peço autorização para me deixarem participar do seu luto. Pretendo associar-me ao vosso sofrimento, apresentando-vos os meus mais sinceros e sentidos pêsames. O Céu espera este vosso parente.

Adeus amigo Carlos Paulo

Manuel Afonso

26 de novembro de 2012

A Castanha

Caros familiares, amigos, conterrâneos e visitantes;

Termina agora mais uma colheita deste precioso fruto. A nossa aldeia tem o privilégio de usufruir de uma enorme produção, tanto a nível de qualidade bem como de quantidade, o que muito me apraz registar.

Hoje, nem eu sei bem porquê, senti necessidade de escrever sobre este fruto que para nós se reveste de especial interesse.

Desde pequeno me recordo de ciclicamente fazer esta magnífica colheita. Uns anos mais produtiva, outros menos, mas na verdade, sempre agradável para o sustento das famílias e economia da região.

No decorrer do verão, dada a seca que se fazia sentir, os indicadores sobre a colheita deste ano eram muito pessimistas. As condições climatéricas alteraram-se e começou a chover. Foram estas águas que fizeram desenvolver os ouriços proporcionando uma campanha de muita produção e rentabilidade.

Foi para mim muito agradável poder conviver com os meus conterrâneos, sentindo a sua alegria com este bem precioso. Diversas vezes senti que nunca fez tanto sentido o provérbio popular que tantas vezes ouvi na minha meninice: “no verão, não há burro velho nem carro são”. As pessoas, velhas, novas, doentes, crianças, enfim… toda a gente apanhava castanhas.

Nestes últimos anos, alguns grupos de estrangeiros, nomeadamente Búlgaros e Romenos, vieram colaborar, auferindo algum dinheiro pela jorna diária € 35,00 com merenda.

Tenho informação, que finda esta colheita os resultados económicos resultam muito atractivos. Posso dizer que alguns agricultores da minha aldeia produziram 25 e 30 toneladas deste magnífico fruto.

Em termos económicos, esta foi uma fonte de receita para a nossa aldeia muito agradável.

Ao descrever este pequeno texto, não posso deixar de manifestar algum desconforto, por uma praga que ataca os castanheiros dizimando a árvore num curto espaço de tempo. Todas as tentativas são feitas no sentido de minimizar o problema, mas a verdade é que os resultados são nulos.

Mesmo assim os agricultores, não desistem e continuam a plantar, tentando minimizar os prejuízos e compensar as perdas com novas plantações.

Por fim, para ilustrar este texto e porque alguns leitores podem desconhecer este ciclo de produção da castanha, vou aqui deixar-vos algumas fotografias.

Como sempre o meu forte abraço para quantos passarem por este simples meu/nosso espaço, solicitando alguma colaboração que achem por bem prestar-me.

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Manuel Afonso (Manuel Silvino)

24 de setembro de 2012

FAMÍLIA MARTA – A minha família

Caros familiares, amigos, conterrâneos e visitantes;

Desde o seu “nascimento” até à presente data, ainda não tinha referido, neste meu/nosso espaço, matéria que focasse particularmente sobre a minha própria família. Achei oportuno escrever algumas coisas, desta feita sobre o lado paterno, uma vez que localizei esta fotografia, onde se encontram os meus avós Martas, rodeados pelos seus sete filhos. Dos sete, faleceu a Elvira muito nova, aliás eu já não tive o privilégio de a conhecer.

Para melhor visualização fiz questão de legendar a foto para que possam recordar e melhor identificar os nossos familiares.

Família MARTA
Infelizmente também me não foi dada a graça de conhecer os meus avós, motivo que mais me incentiva a colocar este post, prestando-lhes uma singela homenagem, porque, infelizmente, já não fazem parte do mundo dos vivos, enquanto que, entidades físicas, mas para sempre vivos no meu coração.
Falando sobre a minha família, apenas sei que era muito feliz, trabalhadora e generosa.
Tanto meu pai. como o(a)s meus/minhas tio(a)s pautaram-se pelos critérios de vida recebidos, todos eles casaram, o que veio a dar origem a uma família numerosa.
Esta foto que aqui e agora coloco, também representa a árvore genealógica e uma grata recordação para todos.
Para terminar, quero dizer a todos os meus primos que estejam interessados em obter esta foto, que eu já mandei restaurar, podem contactar-me que eu tenho o maior prazer em a oferecer.
Com um grande abraço

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

31 de julho de 2012

Fim de Ciclo

Caros amigos, conterrâneos e visitantes;
Como poderão facilmente depreender, abro hoje uma excepção, porque oportuna e principalmente merecida, e dedico estas minhas sentidas “palavras” aos destinatários que se seguem;
“Aos meus (ex)colegas
Hoje ao encerrar uma etapa da minha carreira profissional, decidi dedicar algumas palavras a todos quantos comigo, ultimamente privaram. Ficam registadas neste meu/vosso humilde blogue para memória futura.
Ao abraçar sentida e fraternalmente todos com quem tive o prazer de trabalhar na DGAEP – Direcção Geral de Administração e Emprego Público, deixo-lhes uma palavra de gratidão e um muito obrigado por tudo o que me proporcionaram, com principal relevância para a vossa amizade.
Não obstante ter tido a sorte de privar com muitas e óptimas pessoas, estas palavras são dedicadas àqueles que de alguma maneira, mais fundo caíram no meu coração.
Até aqui e durante um bom número de anos viajámos juntos. Passaram por nós débitos, créditos, adiantamentos, somas, subtracções, divisões, multiplicações, um sem fim de cálculos matemáticos...
Não faltaram os grandes obstáculos. Contudo, frequentes foram os degraus que nos ajudaram a transpor os abismos que nos foram colocados...
As subidas e descidas foram realidade sempre presente. Juntos, percorremos rectas, apoiámo-nos nas curvas, juntos descobrimos escolhos mas e também afectos...
Chegou o momento de seguirem viagem sem mim...
Que as experiências convosco compartilhadas, no percurso até aqui, sejam para mim, a alavanca para que alcance a alegria de chegar ao destino projectado – o merecido descanso e uma maior atenção aos meus familiares.
Creio que deixarei, do mesmo modo como herdei, a saudade e a esperança de um reencontro aos que, por vários motivos, deixaram o nosso local de trabalho, seguindo outros caminhos, trajecto que hoje iniciarei.
O meu enorme agradecimento àqueles que, mesmo não dando a cara, mas sempre presentes, me quiseram bem e me apoiaram nos bons e nos maus momentos.
Permitam-me que divida convosco os méritos desta conquista, porque ela também a vocês pertence.
Uma despedida agora se torna necessária antes de nos podermos reencontrar, ou seja, adeus – jamais, melhor direi – até sempre.
Que as nossas despedidas sejam um eterno reencontro.
Parafraseando o grande escritor Nicholas Sparks, resta-me dizer;
“A razão por que a despedida nos dói tanto é porque as nossas almas talvez estejam ligadas. Talvez sempre tenham estado e sempre estarão. Talvez nós tenhamos vivido mil vidas antes desta e em cada uma delas nós nos reencontramos. E talvez a cada vez tenhamos sido forçados a separar-nos pelos mesmos motivos. Isso significa que este adeus é ao mesmo tempo um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio do que virá.
Encontra-mo-nos por aí.”
Dra Maria do Rosário_Subdiretora geral e Dra Paula Oliveira_Diretora de serviços
Dra Paula Almeida_ChefeDivisão  ChefeDirecto_Alvaro Alves Dra Célia Martins
Técnicas Superioras Drª Sandra Rosa e Natacha Ribeiro
 Anabela Dias e Filomena Simões,colegas
Manuel Afonso

19 de maio de 2012

RECORDAR É “SEGURAMENTE” VIVER

Meus caros conterrâneos e leitores.

No passado dia 10 de Maio de 2012, fui surpreendido com o rececionamento de um mail, via facebook, cujo teor quero partilhar com todos os meus leitores.

Felizmente, as novas tecnologias de informação e redes sociais, aproximam as pessoas. Senti-me feliz, mesmo muito feliz, ao saber que as minhas imagens fizeram outras pessoas recordar as suas origens, fazendo com que as pessoas se aproximem, transmitindo um mundo de recordações.

Dispenso-me de fazer mais considerações, convicto que no texto exposto vai dar uma imagem de tudo o que acabo de transmitir.

Esta família emigrou para o Brasil em 1951. Tinha eu 1 ano de idade. Eu, sempre ouvi os meus pais falarem do tio Sonoro e da Sr.ª Mercês. Quantos às restantes personagens, nomeadamente o tio Didá e tia Elisa, Delmina e Padre Alberto, obviamente que são pessoas com as quais muito convivi e por quem tinha muita admiração (infelizmente já falecidos).

Quero aqui realçar que esta família, respeita os verdadeiros conceitos de uma família nobre e muito unida. Hoje mesmo falei com a Infância ao telefone. Não dei pelo tempo passar, mas posso transmitir-vos que a imagem com que fiquei, foi muito bonita e feliz por tudo quanto dialogamos.

Convido os meus leitores que ainda recordam as origens da pessoa aqui mencionada, especialmente alguém que se lembre da Infância Ortega a fazer os convenientes comentários.

Em Parada, os filhos do tio Didá, Delmina Maranhas sabem desta bonita família.

Para todos, coloco a fotografia desta maravilhosa família, Infância, marido e os três filhos, bem como o elogioso e-mail com que se fez acompanhar e agora aqui vos transmito na íntegra.

Foto da Infância

“Mail – Facebook.com

Sr. Manuel, venho por esta cumprimentá-lo pelo talento, sensibilidade e altruísmo; meu marido e filhos ficaram também encantados com seu talento para a fotografia: magnífico!

Bem deixe-me apresentar-me: chamo-me Infância Ortega Cunha (por casamento), sou filha do tio António “ Sonoro “ e Sra Mercês; neta de Sr. Albino Ortega e tia Prisca, sobrinha de tia Elisa e tio Didá (Manuel Afonso); tb, prima de Delmina e Padre Alberto Vaz! Como vê, descendente de muito boa gente, assim como saudosa e orgulhosa de ter nascido em Parada!

Casei-me há 43 anos com um rapaz brasileiro e temos 3 filhos; como não pude voltar à nossa querida terra, por motivos de saúde frágil, não sabe o sr. a alegria que me deu rever todos os cantos e perceber que a memória nunca me traiu. Fiquei verdadeiramente encantada e emocionada! Mil agradecimentos, boa sorte e que Deus o abençoe por tudo isso. Infância.

P.S. Gostei muito de saber que o “Tio” Marcolino ainda está vivo – era muito amigo de meus pais. Viemos para o Brasil em agosto de 1951, portanto qdo o sr. era ainda bebé.

Obrigado e até breve, Sr. Manuel.”

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

12 de março de 2012

Recordar

Conterrâneos, leitores e todos os amigos que tal como eu gostamos do cantinho onde nascemos.

Hoje uma conterrânea nossa, a CARMINDA LEMOS, teve a amabilidade de enviar esta espectacular foto do nosso Bairro de Oleiros, com os telhados cobertos por um manto de Neve.

O Bairro de Oleiros pintado de branco

Veio esta contribuição dar voz ao meu apelo, que se traduzia em aceitar e agradecer a colaboração de todos aqueles que o pretendessem fazer, em prol do aumento e mesmo melhoria deste espaço que, ao fim e ao cabo, é de todos nós.

Renovo o apelo a todos os que queiram colaborar comigo, enviando-me fotos, acontecimentos, assuntos que gostassem de ver reflectidos neste nosso espaço.

Acontece que como este ano infelizmente não conseguimos ver esta paisagem na nossa terra, achei muito oportuno fazer esta publicação, pois com certeza vai dar um pouco de alegria a todos nós.

A ti Carminda, o meu muito obrigado, espero que continues a ser minha leitora atenta e a enviar-me tudo quanto achares que se deva realçar na nossa querida terra.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

1 de março de 2012

MONTARIA AO JAVALI – PARADA – BRAGANÇA

Caros amigos, conterrâneos e visitantes;

O javali regressou em força ao Nordeste transmontano.

4 Javalis Os agricultores, vítimas do poder de destruição que estes animais provocam nas suas culturas, ciclicamente organizam montarias para tentar diminuir esta indesejada - porque destruidora - espécie cinegética.

Foi no âmbito do que acabo de referir, que no passado dia 25-02-2012, ocorreu uma montaria na nossa terra.

Não pude estar presente neste evento, por motivos pessoais. Viajei nesse dia para Lisboa. Aproveitando a gentileza do meu sobrinho (marido da minha sobrinha Ana), que me enviou algumas imagens, é com imenso prazer que aqui as partilho com todos os meus leitores.

Montaria 25-02-2012 - Parada

Foram abatidas 4 peças, já de um porte razoável. Parece que a que tinha maior pesagem, foi a que o meu sobrinho abateu. Disse-me ele à laia de humor, o seguinte: Afinal o cano da minha carabina não está torto.

Parabéns Toninho, estás a ficar especialista na matéria.

Montaria 25-02-2012 Foi uma batida muito concorrida, muito bem organizada pela Associativa de Caça de Parada. Estes eventos, para além dos objectivos previamente definidos, servem também para um grande convívio social.

Após o final da batida foi servido um magnífico repasto para todos os participantes, no pavilhão Gimnodesportivo.

Convém referir que esta prática (montaria ao javali), não se traduz somente na arte de abater animais selvagens como desporto. Pelo contrário, o número de animais abatidos é de secundária importância. Não se trata de um abate indiscriminado e sim de um controle necessário do número da espécie e tanto os participantes como a própria Associativa de caça, têm o cuidado de preservar a espécie e respeitar os animais e a Natureza, abatendo somente animais considerados de médio/grande porte, excluindo fêmeas prenhas e crias.

É assim desempenhado um papel importante no controle da densidade das populações destes animais que, quando em excesso, assolam as culturas agrícolas. A gestão da caça pela Associativa de Caça de Parada representa, portanto, um papel essencial na preservação das espécies, explorando os recursos cinegéticos de forma equilibrada e sustentável.

No final, o que realmente se tem em conta é a organização, a festa e o convívio.DSC_0443[2]

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Para finalizar este meu pequeno texto, quero enviar um forte abraço aos Organizadores, nele envolvendo todos quantos participaram e ao mesmo tempo dizer que as Senhoras foram muito proactivas, na confecção do delicioso jantar que foi servido.

Cozinheiras

A todos endereço os meus sinceros parabéns e desejo força para que continuem a preservar as tradições da nossa linda terra.

 

 

 

 

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

15 de novembro de 2011

TRIBUTO À “TAMBÉM MINHA” FAMÍLIA DIAS

Recordando o Passado

Meus amigos e leitores.

Decorridos que são 44 anos, pretendo fazer uma simples homenagem a uma família, humilde, nobre de sentimentos, generosa, para quem tenho uma enorme dívida de gratidão. Como diz o povo: mais vale tarde que nunca.

É meu desejo, neste modesto blog, exprimir e exteriorizar aquilo que me vai na alma e o meu coração pede, e neste presente momento, mais não é do que partilhar convosco alguns episódios marcantes da minha vida, que considero dignos de registo.

Tal como o título indica, a inspiração e gratidão move-me no sentido de vos dar a conhecer o elevado sentido de generosidade desta família, toda ela imbuída de nobreza de sentimentos, de fácil relacionamento e sempre prontos a ouvir e agir, conforme a situação assim o exigisse, enquanto procurados por quem quer que fosse.

Em Janeiro de 1967, com apenas 17 anos de idade, depois de ter desistido dos estudos, inscrevi-me como voluntário para assentar praça na Armada Portuguesa. Impunha-se cumprir o serviço militar, dever cívico que a Pátria nos requeria. Respondi a este chamamento com alto grau de imaturidade, jovem, mesmo muito jovem, pois só fiz os 17 anos em 18 de Fevereiro.

Depois de rigorosos testes escritos e exames médicos, fui considerado apto e alistado em 9 de Janeiro de 1967.

Carregado com a inexperiência com que a juventude me brindava, viajei com destino a Lisboa, mundo completamente desconhecido. Levava na bagagem um universo de ilusões, carregando comigo a responsabilidade de enfrentar um meio desconhecido, nebuloso, mas ao mesmo tempo, aliciante e com objectivos bem definidos. Diz o poeta que o sonho comanda a vida. Foram exactamente esses sonhos que me levaram a seguir este percurso.

A viagem correu com absoluta normalidade. Cheguei a Lisboa, Estação dos Caminhos-de-ferro de Santa Apolónia, entrei num Táxi que me transportou à Casa do Marujo, sita na Rua do Arsenal, onde pernoitei. Recordo-me que paguei pela dormida 50 centavos (moeda escudos).

Na manhã seguinte, bem cedo, levantei-me, peguei na minha singela mala e desloquei-me para a Doca da Marinha no Terreiro do Paço, embarcando numa Vedeta (barco da Marinha para transporte de pessoal), que me levou ao Alfeite.

Chegado às instalações da Marinha, Grupo nº2 de Escolas da Armada, recebi o respectivo fardamento, raparam-me o cabelo, dando então início ao serviço militar. No final do dia, saí para então regressar no dia seguinte.

Regressei a Lisboa pelo mesmo meio de transporte. Cheguei à Praça do Comércio e interroguei-me:

Srª Gracinda - Que fazer agora? Não conheço ninguém! Apenas sei que me encontro no Terreiro do Paço, à entrada da Doca da Marinha. Recorri então ao número de telefone, que num pequeno pedaço de papel havia sido escrito pelo meu pai e cujo fim era o de me socorrer da ajuda da Srª Gracinda Dias, conterrânea que já há muito residia na capital. Entrei numa cabine telefónica, disquei o número e do outro lado respondeu-me uma voz familiar que alegrou o meu estado de espírito.

- Srª Gracinda, sou o Manuel do Silvino de Parada. Encontro-me neste local, sem saber bem o que fazer.

Esta, afável como sempre, retorquiu-me:

- Olha filho mantêm-te aí, pois dentro de minutos estará aí o meu filho João, para te trazer. Senti uma alegria muito grande, sabia que a partir deste momento já estava com a minha gente. Assim aconteceu, o João veio ter comigo, levando-me para casa de sua mãe, onde fui recebido como um filho. A partir desse momento nunca mais me abandonaram, transmitiram-me sempre apoio em todo o meu percurso que vos passo a relatar.

No seio desta maravilhosa família, fui, passo a passo, conhecendo a cidade. Visitava-mos também outros conterrâneos que habitava em Lisboa; recordo-me de visitar o Tonecas e a Conceição no Lumiar, o Ramiro e a Germina, o Daniel e a Olinda e tantas outras pessoas por quem nutro grande carinho e amizade.

Aqui senti que estava rodeado de amigos genuínos, que ainda hoje, felizmente conservo.

Esta família modesta, cujas agruras e dificuldades de então, obrigou a deixar a sua querida aldeia e procurar sustento noutras paragens, transformou-se numa autêntica família de acolhimento e porto de abrigo, para todos quantos, tal como eu, os procuravam na capital. Para além de mim próprio, atrevo-me a falar em nome de tantos outros conterrâneos, pois estou certo que eles, assim como eu, beneficiámos da enorme generosidade que habitava o coração daquela família e assinamos, em conjunto, esta singela homenagem.

Num encontro que tive, recentemente, com o Fernando (Fernando do Zé Leão) e com o Adérito, (Adérito do Didá), dei-lhes conta do que me propunha fazer. Estes de imediato me incentivaram, pois comungam do mesmo sentimento e posso garantir aos meus leitores que serei o fiel intérprete de conterrâneos e foram muitos, mesmo muitos que como eu foram acolhidos por esta família.

Sr. Armindo A Srª Gracinda e o seu marido Sr. Armindo, infelizmente, já não pertencem ao mundo dos vivos. Que DEUS vos tenha no céu, pois foram o exemplo vivo da comunhão e partilha com o próximo.

Encontram-se sepultados no cemitério de Parada, junto à campa dos meus pais. Sempre que ali me desloco, presto-lhes também o meu tributo, com as minhas orações.

Foi aquele maravilhoso casal, abençoado com o nascimento de seis filhos; - João, Manuel, Armindo, Maria, António e Pedro.

A todos eu adoro por igual. Permitam-me contudo que, de entre vós, eu seleccione o vosso irmão António, pois desde há muitos anos, como também é do vosso conhecimento, que eu o elegi como o meu melhor amigo. Mais adiante, poderão os meus leitores, ficar a saber o porquê da minha amizade fraterna com o António.

Há um elemento da família que também quero presente nesta homenagem; trata-se do avô Aníbal.

- Pensavam que me esquecia dele? Não meus meninos, era de todo impensável que tal acontecesse. Por ele, que sempre me acarinhou e sei que era um homem bom, trabalhador, honesto e fraterno, dirijo minhas preces a DEUS, rogando que o tenha no Seu seio.

Falando um pouco destes maravilhosos filhos, vou dirigir-me a cada um tentando demonstrar o porquê de tanta amizade.

- Meu amigo João; foste sempre aquele indivíduo simples e bonacheirão, com quem todos gostávamos de brincar. Recordas-te da viagem que fizemos a Bragança, no Carocha?

O regresso a Lisboa levou três longos dias. Transportávamos connosco um cordeiro vivo que tanto trabalho nos deu. Suportámos estoicamente o cheiro, dormimos no carro em Trancoso e para finalizar ainda nos aconteceu aquele episódio da pistola em Rio Maior. Lembras-te?

- Manuel; tu impressionavas-me com o teu alto grau de profissionalismo. Na Betesga, tu o Mendes e o Careca, formavam um trio extraordinário. Tenho saudades desse tempo. Sempre nos recebias com um sorriso. O teu carinho era contagiante aos teus colegas e a todos quantos contigo conviviam.

- Armindo; tu sendo o intelectual da família eras também um “bon vivant”. Que belas recordações tenho, de quando chegavas a casa, tratavas a tua mãe com especial carinho e depois das refeições nos convidavas para dar uma volta nos teus bólides, sempre bem apetrechados, boa música ambiente… proporcionaste-me momentos agradáveis os quais nunca esquecerei. Mais tarde quando te procurava, tinhas sempre tempo e disposição para falar um pouco da actualidade. Divergia-mos na cor clubista pois tu és um Grande Sportinguista. Dos teu carros recordo o Ford, o Taunus enfim tantos outros.

- Tu, Maria, eras uma menina encantadora, carinhosa, trabalhadora, por isso apareceu um galifão chamado Ferreira que teve o privilégio de te conquistar e ainda hoje ser teu marido. Acompanhei o vosso namoro, vocês foram sempre pessoas de trato fino e por isso constituíram uma família linda.

- António, não sei bem como começar a falar sobre nós. Tu tens uma personalidade muito forte, vincada, por alguns apelidada de mau feitio, mas eu penso precisamente o contrário. Dizes o que sentes, és directo, justo e imparcial. Para falar da nossa amizade e da minha gratidão para contigo e porque não quero pormenorizar, limito-me a falar de espaço temporal. Durante o ano de 1974, 1975, só um HOMEM com o teu carácter dava o apoio a um amigo caído no infortúnio. A tua generosidade transbordou, senti que estiveste sempre a meu lado e nunca mais vou esquecer. Acredita amigo, serás eternamente o meu maior AMIGO. Muitas outras coisas podia descrever para ilustrar os sentimentos que nos unem, dispenso-me de o fazer, porque nós sabemos bem aquilo a que nos referimos.

- Para ti Pedro o mais novo da família, apenas quero referir um episódio demonstrativo da amizade que nos une. Um belo dia, penso que talvez não me engane na data, 10-02-1976, subi ao 1º andar da Avenida Duque D’Ávila nº 119-1º em Lisboa. Ao entrar em casa andavas a fazer uns concertos de electricidade, já muito que não me vias e a surpresa foi de tal ordem, que atiraste com tudo ao chão, não trabalhaste mais, demos largas à alegria de ambos, a tua mãe deu-nos o almoço e de seguida fomos correr ao encontro dos teus irmãos. Começámos pelo Armindo que, na altura, era vendedor de colchões em Moscavide e não nos separamos em todo dia. Este episódio que eu guardo como recordação é demonstrativo da nossa amizade.

Enquanto elementos, felizmente ainda vivos, da família que agora homenageio, rogo recebam o meu mais sentido obrigado por tudo quanto, vossos pais e vocês, me fizeram. Este meu texto, acima de tudo, pretende ser uma Homenagem, uma Memória, uma viagem no tempo.

Família DIAS Um abraço e um Olhar deste vosso

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

28 de setembro de 2011

AGOSTINHO DE JESUS GONÇALVES

1898 - 1975

Meus caros leitores, em especial os meus conterrâneos.

Agostinho de Jesus Gonçalves - Tropa Há pessoas que marcam a nossa vida.

Hoje não sei bem porquê, veio-me à lembrança um grande Senhor, filho da nossa querida aldeia. Homem de grande prestígio, generoso, trabalhador e honesto. Mais á frente talvez se perceba o porquê de eu evocar este homem que em 1975, deixou de pertencer ao mundo dos vivos.

O Senhor Agostinho, dado o laço, afectivo e familiar, pois era pai do meu cunhado João, sempre dedicou especial carinho aos meus pais; exercia muita influência, pois as palavras orientadoras e sábias funcionavam como norma de conduta para todos quantos com ele conviviam.

No decorrer da minha infância, após o exame da 4ª classe, fiz a admissão ao Liceu de Bragança. No ano lectivo, os resultados não eram os mais desejados, com a agravante de algum mau comportamento da minha parte (juventude irreverente). Um célebre professor, de seu nome Carvalho, resolveu comunicar ao meu pai, dada a amizade que os unia que eu ia chumbar. Sendo assim, acabei por desistir antes do final do ano de toda a actividade escolar.

No início do seguinte ano escolar, por intervenção directa do Sr. Agostinho, os meus pais consentiram que fosse efectuada a minha matrícula, no Colégio Salesiano de Arouca, como aluno interno. Um pouco de resistência por parte do meu pai, mas por pressão e atendendo ao pedido formulado, acabou por autorizar a minha matricula para aquele nobre estabelecimento de ensino, suportando economicamente altos custo para me manter nos estudos.

Nas férias da Páscoa os meus pais fizeram-me uma visita ao Colégio, tendo obtido informações desagradáveis a meu respeito. Estas contavam num diagnóstico de falta de concentração e atenção nas aulas e ausência de vocação para seguir a carreira de sacerdócio.

No final do ano, regressado à aldeia - férias escolares - havia que aguardar pelos resultados das notas finais. Estas não foram más, mas como a informação de conduta era negativa, fui convidado a não prosseguir os estudos naquele estabelecimento de ensino.

Foi-me colocada, pelos meus pais, a hipótese de continuidade, ou não, de prosseguir os estudos, hipótese essa que declinei, por falta de vocação e vontade, acabando por não seguir com a vida académica.

Com o decorrer dos tempos, trabalhando no duro na agricultura, sol a sol, comecei a pensar que rumo havia de dar à minha vida. O Sr. Agostinho, falou comigo e disse-me o seguinte:

- Olha rapaz, como vez isto aqui não é futuro, eu acho que abriu um concurso para admissão de voluntários na Armada Portuguesa, vou falar com o Sargento Correia da GNR, este vai fazer o requerimento.

Concordei, mas chamei-lhe a atenção para os eventuais obstáculos que poderiam ser colocados por meu pai. Ele respondeu-me:

- Não te preocupes, eu falo com ele e tudo será resolvido.

Sendo assim tudo bem. Eu cumprirei a minha parte e prometo solenemente que não o irei deixar ficar mal.

Tudo se processou como ele planeou, fiz provas fiquei seleccionado. Assentei praça em 9 de Janeiro de 1967, cumpri 4 anos, 9 meses e oito dias de serviço militar, passei à reserva na 1ª classe de comportamento.

No decurso da minha vida militar estudei, formei-me como homem e enfrentei o mercado de emprego com aptidão profissional, intelectual, estabilidade económica e emocional.

Pelo que acabo de descrever, facilmente se depreende qual a importância que este Senhor teve na minha vida. Agradeço à Armada Portuguesa, os bons tempos que lá passei a formação que me deu. A si Sr. Agostinho, que DEUS o tenha no Reino dos Céus, porque o Sr. era um Homem BOM. Sem a sua intervenção directa nada seria. Talvez o meu futuro passasse pela actividade agrícola, ou seja, seria muito diferente, plena de sacrifícios. Agostinho Gonçalves

Mais tarde, pouco tempo antes de nos deixar, numa fase má da minha vida, teve a nobreza de sentimentos de me enviar uma carta que guardo comigo. Foram para mim de extrema importância as palavras que a mesma me transmitiu. Ajudaram-me a superar o inferno em que me encontrava metido.

Diz o povo e com razão, que é na prisão e hospitais que se conhecem os amigos. Foi esta a lição que este Senhor me deixou.

Onde quer que esteja, receba esta singela homenagem de gratidão.

Um grande obrigado por tudo quanto fez por mim. É de homens destes que esta sociedade precisa. Guardá-lo-ei eternamente no meu coração.

Um abraço e um Olhar deste vosso

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

7 de setembro de 2011

Olhar atento sobre Parada

Caros amigos, conterrâneos e visitantes;

Acabo de regressar de 3 semanas de férias, passadas na minha (nossa) terra natal, onde me deu grande prazer registar com a minha inseparável máquina fotográfica, as benfeitorias que a nossa competente Junta de Freguesia levou a efeito. A todos felicito e dou os meus sinceros parabéns pelo trabalho desenvolvido. Outra coisa não esperava, pois são pessoas competentes, dedicadas à causa.

Parada de Infanções - Pedra Volte Sempre - Pedra Pedra granítica com o logótipo da aldeia e PARADA DE INFANÇÕES, bem como o sempre agradável dístico do VOLTE SEMPRE.

As ruas estão devidamente identificadas com uma toponímica muito bem fixada.

Eira da Barrosa - Obras

Registei com agrado as obras na eira da Barrosa, tornando-a num local aprazível para os habitantes vizinhos e todos quantos por ali circulam.

Fizeram melhorias em caminhos públicos, tornando-os mais transitáveis, falo concretamente na encosta que liga a ribeira á Sobreda. Desviando as águas tornaram este percurso muito mais agradável.

Petanca - Cxa areia Um grupo de habitantes, muito meus amigos, fez um campo de jogos para a petanca (jogo tradicional com esferas de ferro que os nossos emigrantes costumam fazer nas suas férias).

Simultaneamente fizeram um parque agradável para divertimentos múltiplos, estou a lembrar-me de jogo de cartas sueca, muito em uso no nosso meio. DSC_3839 Também serve para comes e bebes, saboreando belos petiscos, apanágio da nossa querida terra. Não vou aqui citar nomes, até porque as imagens que vou colocar, ilustrando este meu trabalho, Placa - Campo de Jogos são devidamente esclarecedoras. Digo apenas bem hajam e não se cansem de fazer bem pelo nosso património, seja ele de lazer, cultura ou outros. Um obrigado a todos.

Outro assunto que quero registar é o do desenvolvimento do nosso património habitacional. É digno de registo! Falo-vos concretamente das excelentes casa que se têm construído e recuperado na nossa freguesia.

Vou expor as fotografias que, melhor que com palavras, ilustram aquilo que acabo de dizer, ofertando-nos quase que como ao vivo, o arrojo e a magnitude das casas a que me estou a referir.

Casa do Gilberto Casa do Barbosa

Casa do LouçanoCasa do Mário Rocha

 

Casa do Francisco FerreiraCasa do Agostinho O Gilberto, o Barbosa, o Mário Rocha, o Louçano, o Anibal Alves, o Francisco Ferreira, o Agostinho, o Dimas e tantos outros. A nível de recuperação do antigo, o António Daniel Afonso, a casa dos Sete Infantes do meu primo Zé Marta, Cavaleiro Ferreira e Rapazote, etc.

Vou colocar aquelas que tenho em suporte digital fotográfico, outras serão expostas em próxima oportunidade.

Por último, não com menor importância, quero dar-vos a conhecer o que para mim é um exemplo de longevidade. Refiro-me concretamente a dois dos nossos menos jovens conterrâneos, o Sr. Esteves e a Srª Beatriz Gonçalves.

Sr. Esteves O Esteves homem de 97 anos, criado em ambiente saudável, trabalho árduo, mas como podemos constatar muito bem conservado. Este ser humano passava meses que não vinha à aldeia, fazendo toda a sua actividade agrícola na “Ladeira” . Srª Beatriz Gonçalves A Beatriz criou os filhos com muito trabalho e amor e hoje aqui a temos com 93 anos, aspecto formidável, move-se para tudo quanto é sítio, fazendo uma vida activa doméstica em perfeitas condições de saúde. Que a ambos Deus dê muita saúde para continuar a viver.

O Esteves agora vai colocar um aparelho auditivo que o tornará mais comunicativo com todos os que com ele convivem.

A Amália Gonçalves penso estar a viver os 94 anos, bem como o Marcolino, com 96. Numa próxima oportunidade mostrarei aos meus leitores o seu aspecto com as suas fotografias.

Um abraço e um Olhar, deste vosso

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

17 de julho de 2011

Amizade

Meus caros leitores e amigos.

No inicio de 1967, assentei praça na Armada Portuguesa. Aqui conheci pessoas extraordinárias com os quais criei laços de amizade e camaradagem, não só para a situação no momento, mas sim para toda a vida.

No dia 9 de Junho, fui visitar o Patrício, que já não via há pelo menos 40 anos. O encontro foi marcado a convite deste, extensivo ao Novais, João e Francisco Duarte. Encontramo-nos em Cernache do Bom Jardim. Foi emocionante o meu reencontro com estes meus amigos que muito prezo. O Novais, o João e o Duarte são contactos mais regulares. O Patrício, este que sempre foi um colega que muito estimava e estimo, por contingências da vida, não me foi possível estabelecer contacto mais regular, sentindo assim imensas saudades. Hoje, felizmente, terei oportunidade de mitigar um pouco essas saudades e encontro-me satisfeito por ter conseguido realizar este encontro.

Também quero fazer um apelo a algum leitor que passe por este meu pequeno texto, se conhecer alguém que tenha sido incorporado na Armada Portuguesa em Janeiro de 1967, mais concretamente na especialidade de Artilheiro, entre em contacto comigo, pois será um prazer rever amigos.

Vou proceder à exposição conjunta com este texto de uma foto com o nosso grupo actual.

João, Novais, Afonso, Patrício e Duarte. (ordem da fotografia da esquerda para a direita).

Convívio 09/06/2011

Um abraço e um Olhar, deste vosso.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

PARADA - Lar, Doce Lar - Meu Berço e meu Refúgio

PARADA - Lar, Doce Lar - Meu Berço e meu Refúgio
A mesma Parada vista por dois olhares