28 de abril de 2013

TRADIÇÕES

Meus caros amigos, conterrâneos e leitores

No final do mês passado desloquei-me às minhas origens, Parada de Infanções, para passar a maravilhosa quadra festiva Pascal na companhia dos meus familiares e habitantes daquela maravilhosa terra que me viu nascer que eu tanto amo e onde tenciono terminar os meus dias.

Fui surpreendido por uma agradável iniciativa da população. São habituais, nesta quadra pascal, as cerimónias religiosas. Foi nesse contexto, de manter tradições, que se realizou o lava-pés e no sábado de aleluia, a tradicional fogueira, com a particularidade de sua reverência o Padre Fontoura, acompanhado do povo, proceder à bênção da mesma.

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DSC_7549 DSC_7550 DSC_7551 A população aderiu em peso a este evento. Após a bênção seguiu-se a procissão de velas, regresso ao interior da Igreja, dando inicio à celebração da Santa eucaristia Pascal.

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DSC_7576 DSC_7582 DSC_7583 DSC_7594 Alertado pelos meus amigos, sabendo eles o quanto eu gosto de registar estes eventos, não podia ficar indiferente. Foi nesse contexto, munido da minha inseparável máquina fotográfica que registei as imagens para ilustrar este trabalho, ficando para a posteridade registado um evento que julgo de muita importância para manter viva a chama das tradições da nossa terra.

A envolvência da nossa juventude foi total. Também vi com muito agrado a autarquia na pessoa do Sr. Presidente, Norberto Costa, colaborar com este movimento popular digno de enaltecer. A fogueira acumulou toneladas de lenha, não vou quantificar, mas tenho a certeza que era muita e perdurou a chama pelos dias seguintes. Também as imagens que aqui vos deixo falam por si.

A Santa missa celebrou-se com muito acolhimento. A nossa Igreja é acolhedora. A riqueza interior, composta de muitos altares majestosos, realçam todas as cerimónias ali realizadas.

Impressionou-me os cânticos. O coro, constituído por filhos da terra, acompanhados pela assistência em geral, entoaram cânticos, fizeram leituras, enfim todos os ingredientes que fazem parte destas cerimónias litúrgicas.

DSC_7522 Eu, sinceramente, sinto-me muito feliz por pertencer a estas gentes e por ter nascido e criado nesta linda aldeia.

Termino este meu trabalho com a certeza que tradições como estas continuar-se-ão a realizar.

A todos, o meu muito obrigado pela oportunidade de poder enriquecer este meu/vosso espaço.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

23 de março de 2013

AO HOMEM E À SUA OBRA

O Homem

Sr. Henrique Meus caros leitores e amigos

Há momentos de reflexão que nos conduzem a tomadas de posição nas nossas vidas, que pela sua importância não podem ser adiadas.

Vem isto a propósito de algo muito importante que quero partilhar com os meus leitores e amigos.

Sei bem, que muitos poder-me-ão criticar por eu descrever estes textos, sendo eles tão pessoais.

A verdade é que o reconhecimento, gratidão, homenagem, a quem nos fez bem, são sempre oportunos, pecam muitas vezes por tardios, mas uma vez realizados tranquilizam a nossa mente, provocam sensações de alívio e consciência de dever cumprido. Vamos ao assunto.

No final do ano de 1977, encontrando-me a passar uma fase difícil da minha vida, havia que tomar opções, mudar de rumo, procurar no mercado de trabalho alguém que me desse a mão para começar uma nova vida. Bati à porta de muita gente que eu julgava importante e bem posicionada no meio empresarial. Não foi fácil. Vivia-se uma época de desenvolvimento no sector da Industria, comércio e serviços.

Em Janeiro de 1978, desloquei-me a Lisboa, visto que me encontrava com residência na minha aldeia, Parada-Bragança, no Nordeste trasmontano, onde predominava a agricultura, com poucas possibilidades de desenvolver, talvez pela sua situação geográfica, dificultando o escoamento dos seus produtos. No contacto com amigos, foi-me sugerido uma visita à empresa: Fábrica de Plásticos TITAN, pedir para falar com o dono Sr. Henrique Fernandes, pois constava que estava a admitir pessoal.

TITAN - Entrada Principal

No dia seguinte, seguindo as directivas dos meus amigos, desloquei-me e pedi para ser recebido pelo Sr. Henrique. Apresentei-me: Sr. Henrique, o meu nome é Manuel Afonso, venho pedir-lhe trabalho. Este, pensando eu que não tinha percebido a minha solicitação, perguntou-me: o Sr. Quer o quê? Trabalho, respondi eu. Respondeu-me afirmativamente, o Sr. Está admitido, esteja cá amanhã às 07H45, para começar a trabalhar.

Assim iniciei um novo ciclo de vida. Comecei a minha actividade no dia 2 de Fevereiro, como operário de máquinas de Insuflação.

Decorrido um curto espaço de tempo, o Sr. Henrique, convidou-me para ir trabalhar para um departamento de Contabilidade Analítica. Sentia-me ambientado e a fazer um trabalho que muito embora não fosse bem a minha área preferida, dava-me possibilidade de desenvolver a minha mente a novos projectos. Era aliciante trabalhar com números determinar preços de custos da produção, enfim desenvolver a minha parte cultural, colocando em prática todos os meus conhecimentos. Por ali permaneci alguns tempos, até que, um dia o Sr. Henrique me convidou a ocupar o lugar de Tesoureiro, cargo que consciente das responsabilidades que recaiam sobre mim, aceitei e onde me mantive até ao dia 31 de Julho de 2001. Devo referir e porque é justo, sempre senti um apoio e confiança de toda a Administração.

Feita esta descrição, quero neste simples meu/vosso espaço, deixar registado o meu profundo reconhecimento de gratidão ao Homem que tanto me ajudou ao longo do tempo em que fui seu colaborador. Nutro por ele uma grande admiração e estima, digo publicamente que jamais esquecerei muitas palavras que ele me transmitiu. Aconselhou-me a continuar os meus estudos, exemplificou-me com episódios da sua vida os sacrifícios por que passou para conseguir os seus objectivos

Não é minha intenção honrar, elogiar ou criticar ninguém, é apenas dizer aquilo que o meu coração sente, não preciso de arranjar muitos adjectivos. Apenas quero dizer obrigado Sr. Henrique por tudo quanto me ajudou, é um Homem bom, vou continuar a ter o privilégio de ser seu amigo, pode contar com a minha amizade, porque ela é sincera e estou ao seu dispor ao longo do nosso caminho a percorrer.

A obra

TITAN - Fachada Principal Falar do Homem e não falar da sua obra, seria para mim frustrante. Assim, vou fazer uma descrição limitada, ilustrando-a com algumas fotos da minha autoria da empresa Fábrica de Plásticos TITAN.

Em início de 1957, foi constituída uma Sociedade e registada com o nome acima referenciado. Tinha como finalidade a transformação de matérias plásticas e oficina de moldes.

Primeira Máquina - TITAN A sua actividade foi crescendo, mudando de instalações conforme o seu volume de negócios ia aumentando e tentando dar condições a nível de espaço físico adequado ao bom funcionamento do negócio.

Construíram instalações modernas de área suficiente para a instalação dos diversos sectores que uma empresa necessita. Área envolvente, fácil acesso. A área da empresa ronda os 10.000m2. Aí se instalou o sector administrativo, parque de máquinas, oficina de moldes, acabamentos, gravação, armazém de produtos acabados, expedição, enfim tudo o que de melhor se podia desejar para o bom e regular funcionamento.

Os recursos humanos eram constituídos por aproximadamente 350 trabalhadores, funcionando em sistema de turnos contínuos os trabalhadores da produção máquinas. Estes turnos dividiam-se nos seguintes horários: 00H00 às 08H00, 08H00 às 16H00 e 16h00 às 24H00 inclusive fins-de- semana.

A produção era toda dirigida à Industria farmacêutica, embalagens, electrónica, cosmética etc. A oficina de moldes executava com rigor todo o trabalho inerente à construção dos mesmos e seu funcionamento.

Para finalizar este trabalho, desejo ao Sr. Henrique Fernandes, as maiores felicidades, bem como a toda a sua família, continuo a ser seu amigo e o meu eterno obrigado, sentindo-me muito honrado por ter servido esta magnífica empresa.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

2 de março de 2013

HONRA AOS VIVOS SEM NUNCA ESQUECER OS MORTOS

Meus caros leitores, amigos e conterrâneos

Viver o presente é para mim um lema de vida. Acontece, que hoje decidi registar neste meu/vosso espaço, algumas considerações sobre pessoas que me são queridas, por quem nutro um profundo respeito e admiração.

Sendo assim, vou hoje postar quatro ilustres conterrâneos, que ao longo da sua vida têm sido exemplos para todos nós, trata-se dos Senhores Manuel Esteves, Francisco Marcolino e das Senhoras, Beatriz Gonçalves e Amália Gonçalves.

O Sr. Esteves, encontra-se hoje com 99 anos de idade. Homem trabalhador, natural da nossa aldeia, oriundo de família numerosa, também ele constituiu um agregado familiar extenso. Ao longo da sua vida sempre trabalhou no campo, envolto pela mais pura natureza, lá para as margens do nosso Rio Sabor (ladeira).

É bom para nós constatar a longevidade desta personagem, sabendo que não existia assistência clinica, ausência total de medicamentos, mas a verdade é que o tio Esteves pertence ao mundo dos vivos e que DEUS o conserve por muitos anos. Homem acarinhado pela sua esposa e filhos vive hoje privado de conviver com o seu mundo (ladeira) por impossibilidades físicas, mas estou certo que conhece a palmo todos os recantos desta área do nosso território.

Um dia, manifestei ao tio Esteves a intenção de fotografar um forno onde diziam que se secavam os figos, existente na ladeira, pedindo-lhe para me orientar para a sua localização. Ele respondeu-me: Eu levo-te lá até com os olhos vendados. Isto é elucidativo do grau de conhecimento deste homem. O Esteves, astuto, pescava, caçava, alimentava-se de produtos totalmente biológicos.

Ao tio Esteves, é assim que o trato, lhe peço que me permita deixar aqui registado este pequeno texto dizendo-lhe, gosto muito e tenho elevada consideração por si.

Bem junto a esta personagem, encontra-se a Beatriz Gonçalves, mulher de grande generosidade, com os seus 94 anos, sempre alegre e bem-disposta.

Esta Senhora, apesar da sua idade, mantem uma força incrível, percorre as ruas da aldeia, desloca-se a todos os eventos, atividades religiosas, culturais, lazer etc.

Ao longo da vida constituiu uma família numerosa, criou os filhos, trabalhou arduamente. O seu marido o tio Cassiano, possuía a profissão de carpinteiro e como tal, não a podia ajudar nos trabalhos do campo. Com os seus filhos que criaram condignamente, lutou pelo seu bem estar, conseguindo manter a família com a dignidade devida. De todos tenho o privilégio de ser amigo. Sempre que me desloco a Parada, encontro a tia Beatriz alegre e bem-disposta.

Por tudo quanto acabo de descrever, quero felicitar os seus filhos pela maravilhosa mãe que possuem, continuem a dispensar o afeto e carinho que ela bem merece.

Desde miúdo, me habituei a lidar com um Sr. Francisco Marcolino, oriundo da freguesia vizinha Grijó, casado com a Srª Guilhermina. Este homem de alta craveira intelectual e aguerrida capacidade de trabalho havia de criar um património económico que gerou riqueza à nossa aldeia e todas quantas nos rodeiam.

Desde muito novo me mostrei interessado em saber a realidade de vida dos habitantes da minha terra. Com alguma regularidade, diversas pessoas me iam esclarecendo. A população vivia da atividade agrícola, trabalhavam nas minas, exploração atualmente desativada.
É assim, que o Sr. Marcolino, inicia a sua atividade, praticamente do zero, começa com um pequeno comércio, vai crescendo desenvolvendo o seu negócio, dava trabalho a muita gente, comercializava os produtos agrícolas, cereais, batatas, azeite, enfim tudo o que a esta atividade estava ligado, recordo os fertilizantes (adubos) e mais tarde materiais de construção.
É verdade que criou riqueza, mas sempre trabalhou muito e soube administrar os seus bens. Não posso negar que desde muito novo me ligam fortes laços de amizade com ele, pois sempre teve carinho por mim, mesmo em fazes difíceis da minha vida, senti o seu apoio e consideração. Felizes filhos que possuem este pai. Que sempre o saibam honrar.

Para ele, eu desejo que a sua vida se prolongue por muitos anos, com saúde e aconchego familiar, bem merece. Eu, fiz uma visita recente, achei-o com muito bom aspeto, conversamos e ele transmitiu-me que a mesmo com os seus 97 anos se sente com força, sai de casa com frequência a dar as suas voltas, sempre acompanhado pela sua competente empregada Dª Rita.

Para finalizar este meu modesto texto, menciono a Amália Gonçalves de 95 anos que é uma mulher que mesmo tendo 95 anos, apresenta uma excelente forma física e mental. Para escrever alguns comentários, devo referir que se trata de alguém a quem estou ligado por laços familiares e que ao longo da minha vida sempre gostei muito dela.

A Amália tem três filhas maravilhosas. A Lurdes, Curina e a Neves. Sei que atualmente se encontra em França na companhia da Lurdes, mas como podem verificar na foto que vos exponho está com um excelente aspeto.

A vida da Amália, pautou-se pelos parâmetros que atrás descrevi, pois a vida do campo obrigava a grandes desgastes físicos. Esta era a vida rural por onde a esmagadora maioria da população deste Nordeste transmontano passava.

O conceito família sempre teve um significado especial, a minha dedicação à Amália foi sempre forte. Guardo comigo os motivos que me levam a pensar assim. Sempre me relacionei bem com todos/as, respeito muito estes laços, pois fortalecem-nos nos bons e maus momentos. É na família onde vamos procurar abrigo quando passamos por dificuldades.

Às filhas, apelo que continuem a prestar todo o carinho, sei que elas comungam dos meus sentimentos porque as conheço muito bem.

Ao fazer este meu texto, tive sempre presente sentimentos que julgo comuns a todos os meus conterrâneos e leitores. Quero na pessoa destes quatro ilustres conterrâneos honrar todos os nossos idosos, na certeza que ao fazê-lo devemos elevar o nosso pensamentos para todos os que partiram honrando-os tal como eles nos merecem.

Todos os anos me desloco à nossa querida terra no dia 1 de Novembro, é com muito agrado que verifico a afluência na visita a cemitério, lembrando os que partiram.

Ao registar este assunto neste espaço, pretendo perpetuar no tempo a lembrança contínua que todos nos merecem.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

5 de fevereiro de 2013

Férias em Parada

Meus caros leitores, amigos e conterrâneos.

DSC_6903 No passado dia 16 de Janeiro, desloquei-me a Parada para uma curta estadia. O tempo, algo instável, fez-me uma agradável surpresa, daquelas que há bastante tempo não ocorria.

As noites estavam frias, mas nada fazia prever que ocorresse precipitação de neve. Deitei-me por volta das 01h00m e senti uma brisa que fazia o habitual ruídoDSC_6898 no telhado e portas.

No dia seguinte, acordei com o ladrar do meu cão algo agitado. Levantei-me e fui ver o que se passava. O animal estava eufórico ao ver as “farrapas” caírem, criando um encantador manto branco. Tudo isto talvez provocado pela surpresa, pois devo referir que se trata de um animal de raça Serra da Estrela e com 8 meses de idade.

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Para mim, foi muito bom recordar os meus tempos de criança, em que estas ocorrências climatéricas eram mais frequentes. Veio-me à lembrança o poema de Augusto Gil, a Balada da Neve “Batem leve, levemente, como quem chama por mim…”. Peguei na máquina fotográfica e registei todas estas imagens que hoje quero partilhar, simultaneamente, público este belo poema que julgo nos vai fazer recordar os nossos tempos de escola primária.

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Das janelas da minha casa tenho um horizonte de neve constante. Os montes da Senábria Espanhola.

Mas, meus caros amigos, sentir, apalpar, brincar e contemplar as nossas paisagens é muito bom. Por tudo isto eu quero deixar registado o momento idílico porque passei.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

27 de dezembro de 2012

MEIO SÉCULO DE AMOR

Matilde Gonçalves – Manuel Martins

1962 – 2012

Os "aros" do AMOR Meus caros leitores, conterrâneos, amigos e seguidores deste meu/vosso blogue.

Hoje dia 24 de Dezembro de 2012, celebrou-se uma cerimónia na minha aldeia, assinalando as bodas de ouro deste maravilhoso casal a quem estou ligado por laços afectivos e familiares. Fui convidado a estar presente, mas infelizmente por agendamento da minha vida pessoal, não me foi possível comparecer ao vosso amável convite.

Não consigo exprimir o sentimento que me leva a dedicar algumas palavras para registar esta linda etapa da vida deste maravilhoso casal. A elevada admiração e carinho que por eles nutro, fez com que o meu coração exteriorize tudo aquilo que gostaria de lhes dizer pessoalmente.

“Saibam que gosto muito de vocês, são para mim um exemplo de vida.

Eu sei que quando vocês se conheceram eu era muito jovem, tinha apenas 12 anos, mas foi fácil verificar o quanto vocês se amavam e a nobreza com que o fizeram. O Manuel Martins, que na sua actividade profissional como elemento da Guarda Nacional Republicana, tinha que estar, ausente, visitava com frequência a sua amada, concretizando assim um namoro puro, que havia de os levar ao altar, onde juraram fidelidade um ao outro até que a morte os separe, através do casamento.

Ao longo destes 50 anos, têm sido um exemplo de vida perante esta sociedade onde a nobreza de princípios, permite uma sã convivência com todos quantos vos rodeiam. Constituíram família, educaram e que bom que é para a vossa filha Denerida ter uns pais como vocês”.

Hoje, na posse de algumas fotografias gentilmente cedidas pelo meu sobrinho Manuel Pinheiro a quem eu desde já muito agradeço, vou publicar este texto, para enriquecer este meu/vosso espaço.

Bodas d'Ouro - 24/12/2012 - Parada Bodas d'Ouro - 24/12/2012 - Parada

Bodas d'Ouro - 24/12/2012 - Parada Bodas d'Ouro - 24/12/2012 - Parada

Bodas d'Ouro - 24/12/2012 - Parada Filha, Genro e Netos À vossa filha e netos eu quero pedir que me deixem participar na vossa felicidade porque eu comungo inteiramente dela. Continuem a dar o vosso amor a quem tanto vos ama.

Peço a DEUS que vos continue a dar saúde e felicidade, pois bem merecem por tudo quanto ao longo da vida têm praticado.

Os meus parabéns são dirigidos a todos quantos vos adoram, da minha gente eu vos envio aquele abraço fraternal e bem hajam por tudo quanto me deram.

Até às bodas de diamante.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

7 de dezembro de 2012

Um pouco de mim se perdeu

Adeus Amigo Carlos Paulo

Carlos Paulo Hoje, pelas 11h15, recebi uma chamada do meu colega António Santos, participando a ocorrência da morte do nosso comum amigo Carlos Paulo.

Confesso que recebi um “murro no estômago”, mesmo sabendo, antecipadamente, que o seu estado de saúde era muito precário e praticamente irreversível. Os colegas Monteiro e António, sempre me iam dando informações sobe o seu estado de saúde.

Parei o carro, senti uma emoção profunda, uma lágrima no canto do olho, raiva não sei bem de quê, mas as pernas tremiam e só minutos depois prossegui para o meu destino.

As amizades constroem-se ao longo dos tempos. Tive o privilégio de conhecer este amigo, decorria o ano de 2001. Pouco tempo é verdade, mas o suficiente para o catalogar como meu amigo, razão pela qual lhe estou a dedicar esta missiva neste meu/vosso espaço.

No decorrer da nossa vida profissional, mantive um relacionamento muito cordial e mesmo sabendo dos seus episódios clínicos, admirava-o pela sua coragem, luta e vontade de vencer a doença.

Há sempre aquela máxima que, quando alguém nos deixa, termos o hábito de o catalogar como: belo ser humano, pessoa íntegra, de bom coração, enfim… todos aqueles chavões comuns que, no caso Carlos Paulo, mais não são do que verdades inquestionáveis.

Meu amigo Carlos, eu vou deslocar-me à Igreja para, pela derradeira vez, te fazer companhia por algum tempo. Porque sou católico, vou elevar a DEUS as minha orações.

Quero guardar comigo o sentimento de ter conhecido um Homem bom, humano, divertido e vou ficar-me por aqui em adjetivação, pois teria muito que escrever.

Amanhã estarei a teu lado para te dizer ADEUS.

À família que não conheço, eu peço autorização para me deixarem participar do seu luto. Pretendo associar-me ao vosso sofrimento, apresentando-vos os meus mais sinceros e sentidos pêsames. O Céu espera este vosso parente.

Adeus amigo Carlos Paulo

Manuel Afonso

26 de novembro de 2012

A Castanha

Caros familiares, amigos, conterrâneos e visitantes;

Termina agora mais uma colheita deste precioso fruto. A nossa aldeia tem o privilégio de usufruir de uma enorme produção, tanto a nível de qualidade bem como de quantidade, o que muito me apraz registar.

Hoje, nem eu sei bem porquê, senti necessidade de escrever sobre este fruto que para nós se reveste de especial interesse.

Desde pequeno me recordo de ciclicamente fazer esta magnífica colheita. Uns anos mais produtiva, outros menos, mas na verdade, sempre agradável para o sustento das famílias e economia da região.

No decorrer do verão, dada a seca que se fazia sentir, os indicadores sobre a colheita deste ano eram muito pessimistas. As condições climatéricas alteraram-se e começou a chover. Foram estas águas que fizeram desenvolver os ouriços proporcionando uma campanha de muita produção e rentabilidade.

Foi para mim muito agradável poder conviver com os meus conterrâneos, sentindo a sua alegria com este bem precioso. Diversas vezes senti que nunca fez tanto sentido o provérbio popular que tantas vezes ouvi na minha meninice: “no verão, não há burro velho nem carro são”. As pessoas, velhas, novas, doentes, crianças, enfim… toda a gente apanhava castanhas.

Nestes últimos anos, alguns grupos de estrangeiros, nomeadamente Búlgaros e Romenos, vieram colaborar, auferindo algum dinheiro pela jorna diária € 35,00 com merenda.

Tenho informação, que finda esta colheita os resultados económicos resultam muito atractivos. Posso dizer que alguns agricultores da minha aldeia produziram 25 e 30 toneladas deste magnífico fruto.

Em termos económicos, esta foi uma fonte de receita para a nossa aldeia muito agradável.

Ao descrever este pequeno texto, não posso deixar de manifestar algum desconforto, por uma praga que ataca os castanheiros dizimando a árvore num curto espaço de tempo. Todas as tentativas são feitas no sentido de minimizar o problema, mas a verdade é que os resultados são nulos.

Mesmo assim os agricultores, não desistem e continuam a plantar, tentando minimizar os prejuízos e compensar as perdas com novas plantações.

Por fim, para ilustrar este texto e porque alguns leitores podem desconhecer este ciclo de produção da castanha, vou aqui deixar-vos algumas fotografias.

Como sempre o meu forte abraço para quantos passarem por este simples meu/nosso espaço, solicitando alguma colaboração que achem por bem prestar-me.

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Manuel Afonso (Manuel Silvino)

24 de setembro de 2012

FAMÍLIA MARTA – A minha família

Caros familiares, amigos, conterrâneos e visitantes;

Desde o seu “nascimento” até à presente data, ainda não tinha referido, neste meu/nosso espaço, matéria que focasse particularmente sobre a minha própria família. Achei oportuno escrever algumas coisas, desta feita sobre o lado paterno, uma vez que localizei esta fotografia, onde se encontram os meus avós Martas, rodeados pelos seus sete filhos. Dos sete, faleceu a Elvira muito nova, aliás eu já não tive o privilégio de a conhecer.

Para melhor visualização fiz questão de legendar a foto para que possam recordar e melhor identificar os nossos familiares.

Família MARTA
Infelizmente também me não foi dada a graça de conhecer os meus avós, motivo que mais me incentiva a colocar este post, prestando-lhes uma singela homenagem, porque, infelizmente, já não fazem parte do mundo dos vivos, enquanto que, entidades físicas, mas para sempre vivos no meu coração.
Falando sobre a minha família, apenas sei que era muito feliz, trabalhadora e generosa.
Tanto meu pai. como o(a)s meus/minhas tio(a)s pautaram-se pelos critérios de vida recebidos, todos eles casaram, o que veio a dar origem a uma família numerosa.
Esta foto que aqui e agora coloco, também representa a árvore genealógica e uma grata recordação para todos.
Para terminar, quero dizer a todos os meus primos que estejam interessados em obter esta foto, que eu já mandei restaurar, podem contactar-me que eu tenho o maior prazer em a oferecer.
Com um grande abraço

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

31 de julho de 2012

Fim de Ciclo

Caros amigos, conterrâneos e visitantes;
Como poderão facilmente depreender, abro hoje uma excepção, porque oportuna e principalmente merecida, e dedico estas minhas sentidas “palavras” aos destinatários que se seguem;
“Aos meus (ex)colegas
Hoje ao encerrar uma etapa da minha carreira profissional, decidi dedicar algumas palavras a todos quantos comigo, ultimamente privaram. Ficam registadas neste meu/vosso humilde blogue para memória futura.
Ao abraçar sentida e fraternalmente todos com quem tive o prazer de trabalhar na DGAEP – Direcção Geral de Administração e Emprego Público, deixo-lhes uma palavra de gratidão e um muito obrigado por tudo o que me proporcionaram, com principal relevância para a vossa amizade.
Não obstante ter tido a sorte de privar com muitas e óptimas pessoas, estas palavras são dedicadas àqueles que de alguma maneira, mais fundo caíram no meu coração.
Até aqui e durante um bom número de anos viajámos juntos. Passaram por nós débitos, créditos, adiantamentos, somas, subtracções, divisões, multiplicações, um sem fim de cálculos matemáticos...
Não faltaram os grandes obstáculos. Contudo, frequentes foram os degraus que nos ajudaram a transpor os abismos que nos foram colocados...
As subidas e descidas foram realidade sempre presente. Juntos, percorremos rectas, apoiámo-nos nas curvas, juntos descobrimos escolhos mas e também afectos...
Chegou o momento de seguirem viagem sem mim...
Que as experiências convosco compartilhadas, no percurso até aqui, sejam para mim, a alavanca para que alcance a alegria de chegar ao destino projectado – o merecido descanso e uma maior atenção aos meus familiares.
Creio que deixarei, do mesmo modo como herdei, a saudade e a esperança de um reencontro aos que, por vários motivos, deixaram o nosso local de trabalho, seguindo outros caminhos, trajecto que hoje iniciarei.
O meu enorme agradecimento àqueles que, mesmo não dando a cara, mas sempre presentes, me quiseram bem e me apoiaram nos bons e nos maus momentos.
Permitam-me que divida convosco os méritos desta conquista, porque ela também a vocês pertence.
Uma despedida agora se torna necessária antes de nos podermos reencontrar, ou seja, adeus – jamais, melhor direi – até sempre.
Que as nossas despedidas sejam um eterno reencontro.
Parafraseando o grande escritor Nicholas Sparks, resta-me dizer;
“A razão por que a despedida nos dói tanto é porque as nossas almas talvez estejam ligadas. Talvez sempre tenham estado e sempre estarão. Talvez nós tenhamos vivido mil vidas antes desta e em cada uma delas nós nos reencontramos. E talvez a cada vez tenhamos sido forçados a separar-nos pelos mesmos motivos. Isso significa que este adeus é ao mesmo tempo um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio do que virá.
Encontra-mo-nos por aí.”
Dra Maria do Rosário_Subdiretora geral e Dra Paula Oliveira_Diretora de serviços
Dra Paula Almeida_ChefeDivisão  ChefeDirecto_Alvaro Alves Dra Célia Martins
Técnicas Superioras Drª Sandra Rosa e Natacha Ribeiro
 Anabela Dias e Filomena Simões,colegas
Manuel Afonso

19 de maio de 2012

RECORDAR É “SEGURAMENTE” VIVER

Meus caros conterrâneos e leitores.

No passado dia 10 de Maio de 2012, fui surpreendido com o rececionamento de um mail, via facebook, cujo teor quero partilhar com todos os meus leitores.

Felizmente, as novas tecnologias de informação e redes sociais, aproximam as pessoas. Senti-me feliz, mesmo muito feliz, ao saber que as minhas imagens fizeram outras pessoas recordar as suas origens, fazendo com que as pessoas se aproximem, transmitindo um mundo de recordações.

Dispenso-me de fazer mais considerações, convicto que no texto exposto vai dar uma imagem de tudo o que acabo de transmitir.

Esta família emigrou para o Brasil em 1951. Tinha eu 1 ano de idade. Eu, sempre ouvi os meus pais falarem do tio Sonoro e da Sr.ª Mercês. Quantos às restantes personagens, nomeadamente o tio Didá e tia Elisa, Delmina e Padre Alberto, obviamente que são pessoas com as quais muito convivi e por quem tinha muita admiração (infelizmente já falecidos).

Quero aqui realçar que esta família, respeita os verdadeiros conceitos de uma família nobre e muito unida. Hoje mesmo falei com a Infância ao telefone. Não dei pelo tempo passar, mas posso transmitir-vos que a imagem com que fiquei, foi muito bonita e feliz por tudo quanto dialogamos.

Convido os meus leitores que ainda recordam as origens da pessoa aqui mencionada, especialmente alguém que se lembre da Infância Ortega a fazer os convenientes comentários.

Em Parada, os filhos do tio Didá, Delmina Maranhas sabem desta bonita família.

Para todos, coloco a fotografia desta maravilhosa família, Infância, marido e os três filhos, bem como o elogioso e-mail com que se fez acompanhar e agora aqui vos transmito na íntegra.

Foto da Infância

“Mail – Facebook.com

Sr. Manuel, venho por esta cumprimentá-lo pelo talento, sensibilidade e altruísmo; meu marido e filhos ficaram também encantados com seu talento para a fotografia: magnífico!

Bem deixe-me apresentar-me: chamo-me Infância Ortega Cunha (por casamento), sou filha do tio António “ Sonoro “ e Sra Mercês; neta de Sr. Albino Ortega e tia Prisca, sobrinha de tia Elisa e tio Didá (Manuel Afonso); tb, prima de Delmina e Padre Alberto Vaz! Como vê, descendente de muito boa gente, assim como saudosa e orgulhosa de ter nascido em Parada!

Casei-me há 43 anos com um rapaz brasileiro e temos 3 filhos; como não pude voltar à nossa querida terra, por motivos de saúde frágil, não sabe o sr. a alegria que me deu rever todos os cantos e perceber que a memória nunca me traiu. Fiquei verdadeiramente encantada e emocionada! Mil agradecimentos, boa sorte e que Deus o abençoe por tudo isso. Infância.

P.S. Gostei muito de saber que o “Tio” Marcolino ainda está vivo – era muito amigo de meus pais. Viemos para o Brasil em agosto de 1951, portanto qdo o sr. era ainda bebé.

Obrigado e até breve, Sr. Manuel.”

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

12 de março de 2012

Recordar

Conterrâneos, leitores e todos os amigos que tal como eu gostamos do cantinho onde nascemos.

Hoje uma conterrânea nossa, a CARMINDA LEMOS, teve a amabilidade de enviar esta espectacular foto do nosso Bairro de Oleiros, com os telhados cobertos por um manto de Neve.

O Bairro de Oleiros pintado de branco

Veio esta contribuição dar voz ao meu apelo, que se traduzia em aceitar e agradecer a colaboração de todos aqueles que o pretendessem fazer, em prol do aumento e mesmo melhoria deste espaço que, ao fim e ao cabo, é de todos nós.

Renovo o apelo a todos os que queiram colaborar comigo, enviando-me fotos, acontecimentos, assuntos que gostassem de ver reflectidos neste nosso espaço.

Acontece que como este ano infelizmente não conseguimos ver esta paisagem na nossa terra, achei muito oportuno fazer esta publicação, pois com certeza vai dar um pouco de alegria a todos nós.

A ti Carminda, o meu muito obrigado, espero que continues a ser minha leitora atenta e a enviar-me tudo quanto achares que se deva realçar na nossa querida terra.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

1 de março de 2012

MONTARIA AO JAVALI – PARADA – BRAGANÇA

Caros amigos, conterrâneos e visitantes;

O javali regressou em força ao Nordeste transmontano.

4 Javalis Os agricultores, vítimas do poder de destruição que estes animais provocam nas suas culturas, ciclicamente organizam montarias para tentar diminuir esta indesejada - porque destruidora - espécie cinegética.

Foi no âmbito do que acabo de referir, que no passado dia 25-02-2012, ocorreu uma montaria na nossa terra.

Não pude estar presente neste evento, por motivos pessoais. Viajei nesse dia para Lisboa. Aproveitando a gentileza do meu sobrinho (marido da minha sobrinha Ana), que me enviou algumas imagens, é com imenso prazer que aqui as partilho com todos os meus leitores.

Montaria 25-02-2012 - Parada

Foram abatidas 4 peças, já de um porte razoável. Parece que a que tinha maior pesagem, foi a que o meu sobrinho abateu. Disse-me ele à laia de humor, o seguinte: Afinal o cano da minha carabina não está torto.

Parabéns Toninho, estás a ficar especialista na matéria.

Montaria 25-02-2012 Foi uma batida muito concorrida, muito bem organizada pela Associativa de Caça de Parada. Estes eventos, para além dos objectivos previamente definidos, servem também para um grande convívio social.

Após o final da batida foi servido um magnífico repasto para todos os participantes, no pavilhão Gimnodesportivo.

Convém referir que esta prática (montaria ao javali), não se traduz somente na arte de abater animais selvagens como desporto. Pelo contrário, o número de animais abatidos é de secundária importância. Não se trata de um abate indiscriminado e sim de um controle necessário do número da espécie e tanto os participantes como a própria Associativa de caça, têm o cuidado de preservar a espécie e respeitar os animais e a Natureza, abatendo somente animais considerados de médio/grande porte, excluindo fêmeas prenhas e crias.

É assim desempenhado um papel importante no controle da densidade das populações destes animais que, quando em excesso, assolam as culturas agrícolas. A gestão da caça pela Associativa de Caça de Parada representa, portanto, um papel essencial na preservação das espécies, explorando os recursos cinegéticos de forma equilibrada e sustentável.

No final, o que realmente se tem em conta é a organização, a festa e o convívio.DSC_0443[2]

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Para finalizar este meu pequeno texto, quero enviar um forte abraço aos Organizadores, nele envolvendo todos quantos participaram e ao mesmo tempo dizer que as Senhoras foram muito proactivas, na confecção do delicioso jantar que foi servido.

Cozinheiras

A todos endereço os meus sinceros parabéns e desejo força para que continuem a preservar as tradições da nossa linda terra.

 

 

 

 

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

PARADA - Lar, Doce Lar - Meu Berço e meu Refúgio

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A mesma Parada vista por dois olhares