

Manuel Afonso (Manuel Silvino)


Meus caros leitores, amigos e conterrâneos.
No passado dia 16 de Janeiro, desloquei-me a Parada para uma curta estadia. O tempo, algo instável, fez-me uma agradável surpresa, daquelas que há bastante tempo não ocorria.
As noites estavam frias, mas nada fazia prever que ocorresse precipitação de neve. Deitei-me por volta das 01h00m e senti uma brisa que fazia o habitual ruído
no telhado e portas.
No dia seguinte, acordei com o ladrar do meu cão algo agitado. Levantei-me e fui ver o que se passava. O animal estava eufórico ao ver as “farrapas” caírem, criando um encantador manto branco. Tudo isto talvez provocado pela surpresa, pois devo referir que se trata de um animal de raça Serra da Estrela e com 8 meses de idade.
Para mim, foi muito bom recordar os meus tempos de criança, em que estas ocorrências climatéricas eram mais frequentes. Veio-me à lembrança o poema de Augusto Gil, a Balada da Neve “Batem leve, levemente, como quem chama por mim…”. Peguei na máquina fotográfica e registei todas estas imagens que hoje quero partilhar, simultaneamente, público este belo poema que julgo nos vai fazer recordar os nossos tempos de escola primária.
Das janelas da minha casa tenho um horizonte de neve constante. Os montes da Senábria Espanhola.
Mas, meus caros amigos, sentir, apalpar, brincar e contemplar as nossas paisagens é muito bom. Por tudo isto eu quero deixar registado o momento idílico porque passei.
Manuel Afonso (Manuel Silvino)
Matilde Gonçalves – Manuel Martins
1962 – 2012
Meus caros leitores, conterrâneos, amigos e seguidores deste meu/vosso blogue.
Hoje dia 24 de Dezembro de 2012, celebrou-se uma cerimónia na minha aldeia, assinalando as bodas de ouro deste maravilhoso casal a quem estou ligado por laços afectivos e familiares. Fui convidado a estar presente, mas infelizmente por agendamento da minha vida pessoal, não me foi possível comparecer ao vosso amável convite.
Não consigo exprimir o sentimento que me leva a dedicar algumas palavras para registar esta linda etapa da vida deste maravilhoso casal. A elevada admiração e carinho que por eles nutro, fez com que o meu coração exteriorize tudo aquilo que gostaria de lhes dizer pessoalmente.
“Saibam que gosto muito de vocês, são para mim um exemplo de vida.
Eu sei que quando vocês se conheceram eu era muito jovem, tinha apenas 12 anos, mas foi fácil verificar o quanto vocês se amavam e a nobreza com que o fizeram. O Manuel Martins, que na sua actividade profissional como elemento da Guarda Nacional Republicana, tinha que estar, ausente, visitava com frequência a sua amada, concretizando assim um namoro puro, que havia de os levar ao altar, onde juraram fidelidade um ao outro até que a morte os separe, através do casamento.
Ao longo destes 50 anos, têm sido um exemplo de vida perante esta sociedade onde a nobreza de princípios, permite uma sã convivência com todos quantos vos rodeiam. Constituíram família, educaram e que bom que é para a vossa filha Denerida ter uns pais como vocês”.
Hoje, na posse de algumas fotografias gentilmente cedidas pelo meu sobrinho Manuel Pinheiro a quem eu desde já muito agradeço, vou publicar este texto, para enriquecer este meu/vosso espaço.
À vossa filha e netos eu quero pedir que me deixem participar na vossa felicidade porque eu comungo inteiramente dela. Continuem a dar o vosso amor a quem tanto vos ama.
Peço a DEUS que vos continue a dar saúde e felicidade, pois bem merecem por tudo quanto ao longo da vida têm praticado.
Os meus parabéns são dirigidos a todos quantos vos adoram, da minha gente eu vos envio aquele abraço fraternal e bem hajam por tudo quanto me deram.
Até às bodas de diamante.
Manuel Afonso (Manuel Silvino)
Adeus Amigo Carlos Paulo
Hoje, pelas 11h15, recebi uma chamada do meu colega António Santos, participando a ocorrência da morte do nosso comum amigo Carlos Paulo.
Confesso que recebi um “murro no estômago”, mesmo sabendo, antecipadamente, que o seu estado de saúde era muito precário e praticamente irreversível. Os colegas Monteiro e António, sempre me iam dando informações sobe o seu estado de saúde.
Parei o carro, senti uma emoção profunda, uma lágrima no canto do olho, raiva não sei bem de quê, mas as pernas tremiam e só minutos depois prossegui para o meu destino.
As amizades constroem-se ao longo dos tempos. Tive o privilégio de conhecer este amigo, decorria o ano de 2001. Pouco tempo é verdade, mas o suficiente para o catalogar como meu amigo, razão pela qual lhe estou a dedicar esta missiva neste meu/vosso espaço.
No decorrer da nossa vida profissional, mantive um relacionamento muito cordial e mesmo sabendo dos seus episódios clínicos, admirava-o pela sua coragem, luta e vontade de vencer a doença.
Há sempre aquela máxima que, quando alguém nos deixa, termos o hábito de o catalogar como: belo ser humano, pessoa íntegra, de bom coração, enfim… todos aqueles chavões comuns que, no caso Carlos Paulo, mais não são do que verdades inquestionáveis.
Meu amigo Carlos, eu vou deslocar-me à Igreja para, pela derradeira vez, te fazer companhia por algum tempo. Porque sou católico, vou elevar a DEUS as minha orações.
Quero guardar comigo o sentimento de ter conhecido um Homem bom, humano, divertido e vou ficar-me por aqui em adjetivação, pois teria muito que escrever.
Amanhã estarei a teu lado para te dizer ADEUS.
À família que não conheço, eu peço autorização para me deixarem participar do seu luto. Pretendo associar-me ao vosso sofrimento, apresentando-vos os meus mais sinceros e sentidos pêsames. O Céu espera este vosso parente.
Adeus amigo Carlos Paulo