31 de julho de 2012

Fim de Ciclo

Caros amigos, conterrâneos e visitantes;
Como poderão facilmente depreender, abro hoje uma excepção, porque oportuna e principalmente merecida, e dedico estas minhas sentidas “palavras” aos destinatários que se seguem;
“Aos meus (ex)colegas
Hoje ao encerrar uma etapa da minha carreira profissional, decidi dedicar algumas palavras a todos quantos comigo, ultimamente privaram. Ficam registadas neste meu/vosso humilde blogue para memória futura.
Ao abraçar sentida e fraternalmente todos com quem tive o prazer de trabalhar na DGAEP – Direcção Geral de Administração e Emprego Público, deixo-lhes uma palavra de gratidão e um muito obrigado por tudo o que me proporcionaram, com principal relevância para a vossa amizade.
Não obstante ter tido a sorte de privar com muitas e óptimas pessoas, estas palavras são dedicadas àqueles que de alguma maneira, mais fundo caíram no meu coração.
Até aqui e durante um bom número de anos viajámos juntos. Passaram por nós débitos, créditos, adiantamentos, somas, subtracções, divisões, multiplicações, um sem fim de cálculos matemáticos...
Não faltaram os grandes obstáculos. Contudo, frequentes foram os degraus que nos ajudaram a transpor os abismos que nos foram colocados...
As subidas e descidas foram realidade sempre presente. Juntos, percorremos rectas, apoiámo-nos nas curvas, juntos descobrimos escolhos mas e também afectos...
Chegou o momento de seguirem viagem sem mim...
Que as experiências convosco compartilhadas, no percurso até aqui, sejam para mim, a alavanca para que alcance a alegria de chegar ao destino projectado – o merecido descanso e uma maior atenção aos meus familiares.
Creio que deixarei, do mesmo modo como herdei, a saudade e a esperança de um reencontro aos que, por vários motivos, deixaram o nosso local de trabalho, seguindo outros caminhos, trajecto que hoje iniciarei.
O meu enorme agradecimento àqueles que, mesmo não dando a cara, mas sempre presentes, me quiseram bem e me apoiaram nos bons e nos maus momentos.
Permitam-me que divida convosco os méritos desta conquista, porque ela também a vocês pertence.
Uma despedida agora se torna necessária antes de nos podermos reencontrar, ou seja, adeus – jamais, melhor direi – até sempre.
Que as nossas despedidas sejam um eterno reencontro.
Parafraseando o grande escritor Nicholas Sparks, resta-me dizer;
“A razão por que a despedida nos dói tanto é porque as nossas almas talvez estejam ligadas. Talvez sempre tenham estado e sempre estarão. Talvez nós tenhamos vivido mil vidas antes desta e em cada uma delas nós nos reencontramos. E talvez a cada vez tenhamos sido forçados a separar-nos pelos mesmos motivos. Isso significa que este adeus é ao mesmo tempo um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio do que virá.
Encontra-mo-nos por aí.”
Dra Maria do Rosário_Subdiretora geral e Dra Paula Oliveira_Diretora de serviços
Dra Paula Almeida_ChefeDivisão  ChefeDirecto_Alvaro Alves Dra Célia Martins
Técnicas Superioras Drª Sandra Rosa e Natacha Ribeiro
 Anabela Dias e Filomena Simões,colegas
Manuel Afonso

19 de maio de 2012

RECORDAR É “SEGURAMENTE” VIVER

Meus caros conterrâneos e leitores.

No passado dia 10 de Maio de 2012, fui surpreendido com o rececionamento de um mail, via facebook, cujo teor quero partilhar com todos os meus leitores.

Felizmente, as novas tecnologias de informação e redes sociais, aproximam as pessoas. Senti-me feliz, mesmo muito feliz, ao saber que as minhas imagens fizeram outras pessoas recordar as suas origens, fazendo com que as pessoas se aproximem, transmitindo um mundo de recordações.

Dispenso-me de fazer mais considerações, convicto que no texto exposto vai dar uma imagem de tudo o que acabo de transmitir.

Esta família emigrou para o Brasil em 1951. Tinha eu 1 ano de idade. Eu, sempre ouvi os meus pais falarem do tio Sonoro e da Sr.ª Mercês. Quantos às restantes personagens, nomeadamente o tio Didá e tia Elisa, Delmina e Padre Alberto, obviamente que são pessoas com as quais muito convivi e por quem tinha muita admiração (infelizmente já falecidos).

Quero aqui realçar que esta família, respeita os verdadeiros conceitos de uma família nobre e muito unida. Hoje mesmo falei com a Infância ao telefone. Não dei pelo tempo passar, mas posso transmitir-vos que a imagem com que fiquei, foi muito bonita e feliz por tudo quanto dialogamos.

Convido os meus leitores que ainda recordam as origens da pessoa aqui mencionada, especialmente alguém que se lembre da Infância Ortega a fazer os convenientes comentários.

Em Parada, os filhos do tio Didá, Delmina Maranhas sabem desta bonita família.

Para todos, coloco a fotografia desta maravilhosa família, Infância, marido e os três filhos, bem como o elogioso e-mail com que se fez acompanhar e agora aqui vos transmito na íntegra.

Foto da Infância

“Mail – Facebook.com

Sr. Manuel, venho por esta cumprimentá-lo pelo talento, sensibilidade e altruísmo; meu marido e filhos ficaram também encantados com seu talento para a fotografia: magnífico!

Bem deixe-me apresentar-me: chamo-me Infância Ortega Cunha (por casamento), sou filha do tio António “ Sonoro “ e Sra Mercês; neta de Sr. Albino Ortega e tia Prisca, sobrinha de tia Elisa e tio Didá (Manuel Afonso); tb, prima de Delmina e Padre Alberto Vaz! Como vê, descendente de muito boa gente, assim como saudosa e orgulhosa de ter nascido em Parada!

Casei-me há 43 anos com um rapaz brasileiro e temos 3 filhos; como não pude voltar à nossa querida terra, por motivos de saúde frágil, não sabe o sr. a alegria que me deu rever todos os cantos e perceber que a memória nunca me traiu. Fiquei verdadeiramente encantada e emocionada! Mil agradecimentos, boa sorte e que Deus o abençoe por tudo isso. Infância.

P.S. Gostei muito de saber que o “Tio” Marcolino ainda está vivo – era muito amigo de meus pais. Viemos para o Brasil em agosto de 1951, portanto qdo o sr. era ainda bebé.

Obrigado e até breve, Sr. Manuel.”

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

12 de março de 2012

Recordar

Conterrâneos, leitores e todos os amigos que tal como eu gostamos do cantinho onde nascemos.

Hoje uma conterrânea nossa, a CARMINDA LEMOS, teve a amabilidade de enviar esta espectacular foto do nosso Bairro de Oleiros, com os telhados cobertos por um manto de Neve.

O Bairro de Oleiros pintado de branco

Veio esta contribuição dar voz ao meu apelo, que se traduzia em aceitar e agradecer a colaboração de todos aqueles que o pretendessem fazer, em prol do aumento e mesmo melhoria deste espaço que, ao fim e ao cabo, é de todos nós.

Renovo o apelo a todos os que queiram colaborar comigo, enviando-me fotos, acontecimentos, assuntos que gostassem de ver reflectidos neste nosso espaço.

Acontece que como este ano infelizmente não conseguimos ver esta paisagem na nossa terra, achei muito oportuno fazer esta publicação, pois com certeza vai dar um pouco de alegria a todos nós.

A ti Carminda, o meu muito obrigado, espero que continues a ser minha leitora atenta e a enviar-me tudo quanto achares que se deva realçar na nossa querida terra.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

1 de março de 2012

MONTARIA AO JAVALI – PARADA – BRAGANÇA

Caros amigos, conterrâneos e visitantes;

O javali regressou em força ao Nordeste transmontano.

4 Javalis Os agricultores, vítimas do poder de destruição que estes animais provocam nas suas culturas, ciclicamente organizam montarias para tentar diminuir esta indesejada - porque destruidora - espécie cinegética.

Foi no âmbito do que acabo de referir, que no passado dia 25-02-2012, ocorreu uma montaria na nossa terra.

Não pude estar presente neste evento, por motivos pessoais. Viajei nesse dia para Lisboa. Aproveitando a gentileza do meu sobrinho (marido da minha sobrinha Ana), que me enviou algumas imagens, é com imenso prazer que aqui as partilho com todos os meus leitores.

Montaria 25-02-2012 - Parada

Foram abatidas 4 peças, já de um porte razoável. Parece que a que tinha maior pesagem, foi a que o meu sobrinho abateu. Disse-me ele à laia de humor, o seguinte: Afinal o cano da minha carabina não está torto.

Parabéns Toninho, estás a ficar especialista na matéria.

Montaria 25-02-2012 Foi uma batida muito concorrida, muito bem organizada pela Associativa de Caça de Parada. Estes eventos, para além dos objectivos previamente definidos, servem também para um grande convívio social.

Após o final da batida foi servido um magnífico repasto para todos os participantes, no pavilhão Gimnodesportivo.

Convém referir que esta prática (montaria ao javali), não se traduz somente na arte de abater animais selvagens como desporto. Pelo contrário, o número de animais abatidos é de secundária importância. Não se trata de um abate indiscriminado e sim de um controle necessário do número da espécie e tanto os participantes como a própria Associativa de caça, têm o cuidado de preservar a espécie e respeitar os animais e a Natureza, abatendo somente animais considerados de médio/grande porte, excluindo fêmeas prenhas e crias.

É assim desempenhado um papel importante no controle da densidade das populações destes animais que, quando em excesso, assolam as culturas agrícolas. A gestão da caça pela Associativa de Caça de Parada representa, portanto, um papel essencial na preservação das espécies, explorando os recursos cinegéticos de forma equilibrada e sustentável.

No final, o que realmente se tem em conta é a organização, a festa e o convívio.DSC_0443[2]

DSC_0444[2]

Para finalizar este meu pequeno texto, quero enviar um forte abraço aos Organizadores, nele envolvendo todos quantos participaram e ao mesmo tempo dizer que as Senhoras foram muito proactivas, na confecção do delicioso jantar que foi servido.

Cozinheiras

A todos endereço os meus sinceros parabéns e desejo força para que continuem a preservar as tradições da nossa linda terra.

 

 

 

 

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

PARADA - Lar, Doce Lar - Meu Berço e meu Refúgio

PARADA - Lar, Doce Lar - Meu Berço e meu Refúgio
A mesma Parada vista por dois olhares