12 de março de 2012

Recordar

Conterrâneos, leitores e todos os amigos que tal como eu gostamos do cantinho onde nascemos.

Hoje uma conterrânea nossa, a CARMINDA LEMOS, teve a amabilidade de enviar esta espectacular foto do nosso Bairro de Oleiros, com os telhados cobertos por um manto de Neve.

O Bairro de Oleiros pintado de branco

Veio esta contribuição dar voz ao meu apelo, que se traduzia em aceitar e agradecer a colaboração de todos aqueles que o pretendessem fazer, em prol do aumento e mesmo melhoria deste espaço que, ao fim e ao cabo, é de todos nós.

Renovo o apelo a todos os que queiram colaborar comigo, enviando-me fotos, acontecimentos, assuntos que gostassem de ver reflectidos neste nosso espaço.

Acontece que como este ano infelizmente não conseguimos ver esta paisagem na nossa terra, achei muito oportuno fazer esta publicação, pois com certeza vai dar um pouco de alegria a todos nós.

A ti Carminda, o meu muito obrigado, espero que continues a ser minha leitora atenta e a enviar-me tudo quanto achares que se deva realçar na nossa querida terra.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

1 de março de 2012

MONTARIA AO JAVALI – PARADA – BRAGANÇA

Caros amigos, conterrâneos e visitantes;

O javali regressou em força ao Nordeste transmontano.

4 Javalis Os agricultores, vítimas do poder de destruição que estes animais provocam nas suas culturas, ciclicamente organizam montarias para tentar diminuir esta indesejada - porque destruidora - espécie cinegética.

Foi no âmbito do que acabo de referir, que no passado dia 25-02-2012, ocorreu uma montaria na nossa terra.

Não pude estar presente neste evento, por motivos pessoais. Viajei nesse dia para Lisboa. Aproveitando a gentileza do meu sobrinho (marido da minha sobrinha Ana), que me enviou algumas imagens, é com imenso prazer que aqui as partilho com todos os meus leitores.

Montaria 25-02-2012 - Parada

Foram abatidas 4 peças, já de um porte razoável. Parece que a que tinha maior pesagem, foi a que o meu sobrinho abateu. Disse-me ele à laia de humor, o seguinte: Afinal o cano da minha carabina não está torto.

Parabéns Toninho, estás a ficar especialista na matéria.

Montaria 25-02-2012 Foi uma batida muito concorrida, muito bem organizada pela Associativa de Caça de Parada. Estes eventos, para além dos objectivos previamente definidos, servem também para um grande convívio social.

Após o final da batida foi servido um magnífico repasto para todos os participantes, no pavilhão Gimnodesportivo.

Convém referir que esta prática (montaria ao javali), não se traduz somente na arte de abater animais selvagens como desporto. Pelo contrário, o número de animais abatidos é de secundária importância. Não se trata de um abate indiscriminado e sim de um controle necessário do número da espécie e tanto os participantes como a própria Associativa de caça, têm o cuidado de preservar a espécie e respeitar os animais e a Natureza, abatendo somente animais considerados de médio/grande porte, excluindo fêmeas prenhas e crias.

É assim desempenhado um papel importante no controle da densidade das populações destes animais que, quando em excesso, assolam as culturas agrícolas. A gestão da caça pela Associativa de Caça de Parada representa, portanto, um papel essencial na preservação das espécies, explorando os recursos cinegéticos de forma equilibrada e sustentável.

No final, o que realmente se tem em conta é a organização, a festa e o convívio.DSC_0443[2]

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Para finalizar este meu pequeno texto, quero enviar um forte abraço aos Organizadores, nele envolvendo todos quantos participaram e ao mesmo tempo dizer que as Senhoras foram muito proactivas, na confecção do delicioso jantar que foi servido.

Cozinheiras

A todos endereço os meus sinceros parabéns e desejo força para que continuem a preservar as tradições da nossa linda terra.

 

 

 

 

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

15 de novembro de 2011

TRIBUTO À “TAMBÉM MINHA” FAMÍLIA DIAS

Recordando o Passado

Meus amigos e leitores.

Decorridos que são 44 anos, pretendo fazer uma simples homenagem a uma família, humilde, nobre de sentimentos, generosa, para quem tenho uma enorme dívida de gratidão. Como diz o povo: mais vale tarde que nunca.

É meu desejo, neste modesto blog, exprimir e exteriorizar aquilo que me vai na alma e o meu coração pede, e neste presente momento, mais não é do que partilhar convosco alguns episódios marcantes da minha vida, que considero dignos de registo.

Tal como o título indica, a inspiração e gratidão move-me no sentido de vos dar a conhecer o elevado sentido de generosidade desta família, toda ela imbuída de nobreza de sentimentos, de fácil relacionamento e sempre prontos a ouvir e agir, conforme a situação assim o exigisse, enquanto procurados por quem quer que fosse.

Em Janeiro de 1967, com apenas 17 anos de idade, depois de ter desistido dos estudos, inscrevi-me como voluntário para assentar praça na Armada Portuguesa. Impunha-se cumprir o serviço militar, dever cívico que a Pátria nos requeria. Respondi a este chamamento com alto grau de imaturidade, jovem, mesmo muito jovem, pois só fiz os 17 anos em 18 de Fevereiro.

Depois de rigorosos testes escritos e exames médicos, fui considerado apto e alistado em 9 de Janeiro de 1967.

Carregado com a inexperiência com que a juventude me brindava, viajei com destino a Lisboa, mundo completamente desconhecido. Levava na bagagem um universo de ilusões, carregando comigo a responsabilidade de enfrentar um meio desconhecido, nebuloso, mas ao mesmo tempo, aliciante e com objectivos bem definidos. Diz o poeta que o sonho comanda a vida. Foram exactamente esses sonhos que me levaram a seguir este percurso.

A viagem correu com absoluta normalidade. Cheguei a Lisboa, Estação dos Caminhos-de-ferro de Santa Apolónia, entrei num Táxi que me transportou à Casa do Marujo, sita na Rua do Arsenal, onde pernoitei. Recordo-me que paguei pela dormida 50 centavos (moeda escudos).

Na manhã seguinte, bem cedo, levantei-me, peguei na minha singela mala e desloquei-me para a Doca da Marinha no Terreiro do Paço, embarcando numa Vedeta (barco da Marinha para transporte de pessoal), que me levou ao Alfeite.

Chegado às instalações da Marinha, Grupo nº2 de Escolas da Armada, recebi o respectivo fardamento, raparam-me o cabelo, dando então início ao serviço militar. No final do dia, saí para então regressar no dia seguinte.

Regressei a Lisboa pelo mesmo meio de transporte. Cheguei à Praça do Comércio e interroguei-me:

Srª Gracinda - Que fazer agora? Não conheço ninguém! Apenas sei que me encontro no Terreiro do Paço, à entrada da Doca da Marinha. Recorri então ao número de telefone, que num pequeno pedaço de papel havia sido escrito pelo meu pai e cujo fim era o de me socorrer da ajuda da Srª Gracinda Dias, conterrânea que já há muito residia na capital. Entrei numa cabine telefónica, disquei o número e do outro lado respondeu-me uma voz familiar que alegrou o meu estado de espírito.

- Srª Gracinda, sou o Manuel do Silvino de Parada. Encontro-me neste local, sem saber bem o que fazer.

Esta, afável como sempre, retorquiu-me:

- Olha filho mantêm-te aí, pois dentro de minutos estará aí o meu filho João, para te trazer. Senti uma alegria muito grande, sabia que a partir deste momento já estava com a minha gente. Assim aconteceu, o João veio ter comigo, levando-me para casa de sua mãe, onde fui recebido como um filho. A partir desse momento nunca mais me abandonaram, transmitiram-me sempre apoio em todo o meu percurso que vos passo a relatar.

No seio desta maravilhosa família, fui, passo a passo, conhecendo a cidade. Visitava-mos também outros conterrâneos que habitava em Lisboa; recordo-me de visitar o Tonecas e a Conceição no Lumiar, o Ramiro e a Germina, o Daniel e a Olinda e tantas outras pessoas por quem nutro grande carinho e amizade.

Aqui senti que estava rodeado de amigos genuínos, que ainda hoje, felizmente conservo.

Esta família modesta, cujas agruras e dificuldades de então, obrigou a deixar a sua querida aldeia e procurar sustento noutras paragens, transformou-se numa autêntica família de acolhimento e porto de abrigo, para todos quantos, tal como eu, os procuravam na capital. Para além de mim próprio, atrevo-me a falar em nome de tantos outros conterrâneos, pois estou certo que eles, assim como eu, beneficiámos da enorme generosidade que habitava o coração daquela família e assinamos, em conjunto, esta singela homenagem.

Num encontro que tive, recentemente, com o Fernando (Fernando do Zé Leão) e com o Adérito, (Adérito do Didá), dei-lhes conta do que me propunha fazer. Estes de imediato me incentivaram, pois comungam do mesmo sentimento e posso garantir aos meus leitores que serei o fiel intérprete de conterrâneos e foram muitos, mesmo muitos que como eu foram acolhidos por esta família.

Sr. Armindo A Srª Gracinda e o seu marido Sr. Armindo, infelizmente, já não pertencem ao mundo dos vivos. Que DEUS vos tenha no céu, pois foram o exemplo vivo da comunhão e partilha com o próximo.

Encontram-se sepultados no cemitério de Parada, junto à campa dos meus pais. Sempre que ali me desloco, presto-lhes também o meu tributo, com as minhas orações.

Foi aquele maravilhoso casal, abençoado com o nascimento de seis filhos; - João, Manuel, Armindo, Maria, António e Pedro.

A todos eu adoro por igual. Permitam-me contudo que, de entre vós, eu seleccione o vosso irmão António, pois desde há muitos anos, como também é do vosso conhecimento, que eu o elegi como o meu melhor amigo. Mais adiante, poderão os meus leitores, ficar a saber o porquê da minha amizade fraterna com o António.

Há um elemento da família que também quero presente nesta homenagem; trata-se do avô Aníbal.

- Pensavam que me esquecia dele? Não meus meninos, era de todo impensável que tal acontecesse. Por ele, que sempre me acarinhou e sei que era um homem bom, trabalhador, honesto e fraterno, dirijo minhas preces a DEUS, rogando que o tenha no Seu seio.

Falando um pouco destes maravilhosos filhos, vou dirigir-me a cada um tentando demonstrar o porquê de tanta amizade.

- Meu amigo João; foste sempre aquele indivíduo simples e bonacheirão, com quem todos gostávamos de brincar. Recordas-te da viagem que fizemos a Bragança, no Carocha?

O regresso a Lisboa levou três longos dias. Transportávamos connosco um cordeiro vivo que tanto trabalho nos deu. Suportámos estoicamente o cheiro, dormimos no carro em Trancoso e para finalizar ainda nos aconteceu aquele episódio da pistola em Rio Maior. Lembras-te?

- Manuel; tu impressionavas-me com o teu alto grau de profissionalismo. Na Betesga, tu o Mendes e o Careca, formavam um trio extraordinário. Tenho saudades desse tempo. Sempre nos recebias com um sorriso. O teu carinho era contagiante aos teus colegas e a todos quantos contigo conviviam.

- Armindo; tu sendo o intelectual da família eras também um “bon vivant”. Que belas recordações tenho, de quando chegavas a casa, tratavas a tua mãe com especial carinho e depois das refeições nos convidavas para dar uma volta nos teus bólides, sempre bem apetrechados, boa música ambiente… proporcionaste-me momentos agradáveis os quais nunca esquecerei. Mais tarde quando te procurava, tinhas sempre tempo e disposição para falar um pouco da actualidade. Divergia-mos na cor clubista pois tu és um Grande Sportinguista. Dos teu carros recordo o Ford, o Taunus enfim tantos outros.

- Tu, Maria, eras uma menina encantadora, carinhosa, trabalhadora, por isso apareceu um galifão chamado Ferreira que teve o privilégio de te conquistar e ainda hoje ser teu marido. Acompanhei o vosso namoro, vocês foram sempre pessoas de trato fino e por isso constituíram uma família linda.

- António, não sei bem como começar a falar sobre nós. Tu tens uma personalidade muito forte, vincada, por alguns apelidada de mau feitio, mas eu penso precisamente o contrário. Dizes o que sentes, és directo, justo e imparcial. Para falar da nossa amizade e da minha gratidão para contigo e porque não quero pormenorizar, limito-me a falar de espaço temporal. Durante o ano de 1974, 1975, só um HOMEM com o teu carácter dava o apoio a um amigo caído no infortúnio. A tua generosidade transbordou, senti que estiveste sempre a meu lado e nunca mais vou esquecer. Acredita amigo, serás eternamente o meu maior AMIGO. Muitas outras coisas podia descrever para ilustrar os sentimentos que nos unem, dispenso-me de o fazer, porque nós sabemos bem aquilo a que nos referimos.

- Para ti Pedro o mais novo da família, apenas quero referir um episódio demonstrativo da amizade que nos une. Um belo dia, penso que talvez não me engane na data, 10-02-1976, subi ao 1º andar da Avenida Duque D’Ávila nº 119-1º em Lisboa. Ao entrar em casa andavas a fazer uns concertos de electricidade, já muito que não me vias e a surpresa foi de tal ordem, que atiraste com tudo ao chão, não trabalhaste mais, demos largas à alegria de ambos, a tua mãe deu-nos o almoço e de seguida fomos correr ao encontro dos teus irmãos. Começámos pelo Armindo que, na altura, era vendedor de colchões em Moscavide e não nos separamos em todo dia. Este episódio que eu guardo como recordação é demonstrativo da nossa amizade.

Enquanto elementos, felizmente ainda vivos, da família que agora homenageio, rogo recebam o meu mais sentido obrigado por tudo quanto, vossos pais e vocês, me fizeram. Este meu texto, acima de tudo, pretende ser uma Homenagem, uma Memória, uma viagem no tempo.

Família DIAS Um abraço e um Olhar deste vosso

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

28 de setembro de 2011

AGOSTINHO DE JESUS GONÇALVES

1898 - 1975

Meus caros leitores, em especial os meus conterrâneos.

Agostinho de Jesus Gonçalves - Tropa Há pessoas que marcam a nossa vida.

Hoje não sei bem porquê, veio-me à lembrança um grande Senhor, filho da nossa querida aldeia. Homem de grande prestígio, generoso, trabalhador e honesto. Mais á frente talvez se perceba o porquê de eu evocar este homem que em 1975, deixou de pertencer ao mundo dos vivos.

O Senhor Agostinho, dado o laço, afectivo e familiar, pois era pai do meu cunhado João, sempre dedicou especial carinho aos meus pais; exercia muita influência, pois as palavras orientadoras e sábias funcionavam como norma de conduta para todos quantos com ele conviviam.

No decorrer da minha infância, após o exame da 4ª classe, fiz a admissão ao Liceu de Bragança. No ano lectivo, os resultados não eram os mais desejados, com a agravante de algum mau comportamento da minha parte (juventude irreverente). Um célebre professor, de seu nome Carvalho, resolveu comunicar ao meu pai, dada a amizade que os unia que eu ia chumbar. Sendo assim, acabei por desistir antes do final do ano de toda a actividade escolar.

No início do seguinte ano escolar, por intervenção directa do Sr. Agostinho, os meus pais consentiram que fosse efectuada a minha matrícula, no Colégio Salesiano de Arouca, como aluno interno. Um pouco de resistência por parte do meu pai, mas por pressão e atendendo ao pedido formulado, acabou por autorizar a minha matricula para aquele nobre estabelecimento de ensino, suportando economicamente altos custo para me manter nos estudos.

Nas férias da Páscoa os meus pais fizeram-me uma visita ao Colégio, tendo obtido informações desagradáveis a meu respeito. Estas contavam num diagnóstico de falta de concentração e atenção nas aulas e ausência de vocação para seguir a carreira de sacerdócio.

No final do ano, regressado à aldeia - férias escolares - havia que aguardar pelos resultados das notas finais. Estas não foram más, mas como a informação de conduta era negativa, fui convidado a não prosseguir os estudos naquele estabelecimento de ensino.

Foi-me colocada, pelos meus pais, a hipótese de continuidade, ou não, de prosseguir os estudos, hipótese essa que declinei, por falta de vocação e vontade, acabando por não seguir com a vida académica.

Com o decorrer dos tempos, trabalhando no duro na agricultura, sol a sol, comecei a pensar que rumo havia de dar à minha vida. O Sr. Agostinho, falou comigo e disse-me o seguinte:

- Olha rapaz, como vez isto aqui não é futuro, eu acho que abriu um concurso para admissão de voluntários na Armada Portuguesa, vou falar com o Sargento Correia da GNR, este vai fazer o requerimento.

Concordei, mas chamei-lhe a atenção para os eventuais obstáculos que poderiam ser colocados por meu pai. Ele respondeu-me:

- Não te preocupes, eu falo com ele e tudo será resolvido.

Sendo assim tudo bem. Eu cumprirei a minha parte e prometo solenemente que não o irei deixar ficar mal.

Tudo se processou como ele planeou, fiz provas fiquei seleccionado. Assentei praça em 9 de Janeiro de 1967, cumpri 4 anos, 9 meses e oito dias de serviço militar, passei à reserva na 1ª classe de comportamento.

No decurso da minha vida militar estudei, formei-me como homem e enfrentei o mercado de emprego com aptidão profissional, intelectual, estabilidade económica e emocional.

Pelo que acabo de descrever, facilmente se depreende qual a importância que este Senhor teve na minha vida. Agradeço à Armada Portuguesa, os bons tempos que lá passei a formação que me deu. A si Sr. Agostinho, que DEUS o tenha no Reino dos Céus, porque o Sr. era um Homem BOM. Sem a sua intervenção directa nada seria. Talvez o meu futuro passasse pela actividade agrícola, ou seja, seria muito diferente, plena de sacrifícios. Agostinho Gonçalves

Mais tarde, pouco tempo antes de nos deixar, numa fase má da minha vida, teve a nobreza de sentimentos de me enviar uma carta que guardo comigo. Foram para mim de extrema importância as palavras que a mesma me transmitiu. Ajudaram-me a superar o inferno em que me encontrava metido.

Diz o povo e com razão, que é na prisão e hospitais que se conhecem os amigos. Foi esta a lição que este Senhor me deixou.

Onde quer que esteja, receba esta singela homenagem de gratidão.

Um grande obrigado por tudo quanto fez por mim. É de homens destes que esta sociedade precisa. Guardá-lo-ei eternamente no meu coração.

Um abraço e um Olhar deste vosso

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

PARADA - Lar, Doce Lar - Meu Berço e meu Refúgio

PARADA - Lar, Doce Lar - Meu Berço e meu Refúgio
A mesma Parada vista por dois olhares