7 de setembro de 2011

Olhar atento sobre Parada

Caros amigos, conterrâneos e visitantes;

Acabo de regressar de 3 semanas de férias, passadas na minha (nossa) terra natal, onde me deu grande prazer registar com a minha inseparável máquina fotográfica, as benfeitorias que a nossa competente Junta de Freguesia levou a efeito. A todos felicito e dou os meus sinceros parabéns pelo trabalho desenvolvido. Outra coisa não esperava, pois são pessoas competentes, dedicadas à causa.

Parada de Infanções - Pedra Volte Sempre - Pedra Pedra granítica com o logótipo da aldeia e PARADA DE INFANÇÕES, bem como o sempre agradável dístico do VOLTE SEMPRE.

As ruas estão devidamente identificadas com uma toponímica muito bem fixada.

Eira da Barrosa - Obras

Registei com agrado as obras na eira da Barrosa, tornando-a num local aprazível para os habitantes vizinhos e todos quantos por ali circulam.

Fizeram melhorias em caminhos públicos, tornando-os mais transitáveis, falo concretamente na encosta que liga a ribeira á Sobreda. Desviando as águas tornaram este percurso muito mais agradável.

Petanca - Cxa areia Um grupo de habitantes, muito meus amigos, fez um campo de jogos para a petanca (jogo tradicional com esferas de ferro que os nossos emigrantes costumam fazer nas suas férias).

Simultaneamente fizeram um parque agradável para divertimentos múltiplos, estou a lembrar-me de jogo de cartas sueca, muito em uso no nosso meio. DSC_3839 Também serve para comes e bebes, saboreando belos petiscos, apanágio da nossa querida terra. Não vou aqui citar nomes, até porque as imagens que vou colocar, ilustrando este meu trabalho, Placa - Campo de Jogos são devidamente esclarecedoras. Digo apenas bem hajam e não se cansem de fazer bem pelo nosso património, seja ele de lazer, cultura ou outros. Um obrigado a todos.

Outro assunto que quero registar é o do desenvolvimento do nosso património habitacional. É digno de registo! Falo-vos concretamente das excelentes casa que se têm construído e recuperado na nossa freguesia.

Vou expor as fotografias que, melhor que com palavras, ilustram aquilo que acabo de dizer, ofertando-nos quase que como ao vivo, o arrojo e a magnitude das casas a que me estou a referir.

Casa do Gilberto Casa do Barbosa

Casa do LouçanoCasa do Mário Rocha

 

Casa do Francisco FerreiraCasa do Agostinho O Gilberto, o Barbosa, o Mário Rocha, o Louçano, o Anibal Alves, o Francisco Ferreira, o Agostinho, o Dimas e tantos outros. A nível de recuperação do antigo, o António Daniel Afonso, a casa dos Sete Infantes do meu primo Zé Marta, Cavaleiro Ferreira e Rapazote, etc.

Vou colocar aquelas que tenho em suporte digital fotográfico, outras serão expostas em próxima oportunidade.

Por último, não com menor importância, quero dar-vos a conhecer o que para mim é um exemplo de longevidade. Refiro-me concretamente a dois dos nossos menos jovens conterrâneos, o Sr. Esteves e a Srª Beatriz Gonçalves.

Sr. Esteves O Esteves homem de 97 anos, criado em ambiente saudável, trabalho árduo, mas como podemos constatar muito bem conservado. Este ser humano passava meses que não vinha à aldeia, fazendo toda a sua actividade agrícola na “Ladeira” . Srª Beatriz Gonçalves A Beatriz criou os filhos com muito trabalho e amor e hoje aqui a temos com 93 anos, aspecto formidável, move-se para tudo quanto é sítio, fazendo uma vida activa doméstica em perfeitas condições de saúde. Que a ambos Deus dê muita saúde para continuar a viver.

O Esteves agora vai colocar um aparelho auditivo que o tornará mais comunicativo com todos os que com ele convivem.

A Amália Gonçalves penso estar a viver os 94 anos, bem como o Marcolino, com 96. Numa próxima oportunidade mostrarei aos meus leitores o seu aspecto com as suas fotografias.

Um abraço e um Olhar, deste vosso

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

17 de julho de 2011

Amizade

Meus caros leitores e amigos.

No inicio de 1967, assentei praça na Armada Portuguesa. Aqui conheci pessoas extraordinárias com os quais criei laços de amizade e camaradagem, não só para a situação no momento, mas sim para toda a vida.

No dia 9 de Junho, fui visitar o Patrício, que já não via há pelo menos 40 anos. O encontro foi marcado a convite deste, extensivo ao Novais, João e Francisco Duarte. Encontramo-nos em Cernache do Bom Jardim. Foi emocionante o meu reencontro com estes meus amigos que muito prezo. O Novais, o João e o Duarte são contactos mais regulares. O Patrício, este que sempre foi um colega que muito estimava e estimo, por contingências da vida, não me foi possível estabelecer contacto mais regular, sentindo assim imensas saudades. Hoje, felizmente, terei oportunidade de mitigar um pouco essas saudades e encontro-me satisfeito por ter conseguido realizar este encontro.

Também quero fazer um apelo a algum leitor que passe por este meu pequeno texto, se conhecer alguém que tenha sido incorporado na Armada Portuguesa em Janeiro de 1967, mais concretamente na especialidade de Artilheiro, entre em contacto comigo, pois será um prazer rever amigos.

Vou proceder à exposição conjunta com este texto de uma foto com o nosso grupo actual.

João, Novais, Afonso, Patrício e Duarte. (ordem da fotografia da esquerda para a direita).

Convívio 09/06/2011

Um abraço e um Olhar, deste vosso.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

20 de abril de 2011

Réquiem pelo “Tio Azul”

Caros amigos conterrâneos e visitantes;

Francisco Machado (Tio Azul)
Infelizmente, neste meu, mas também vosso espaço, a tristeza também ocupa o seu espaço. Tomei conhecimento que Francisco Machado (para nós o tio azul) deixou de pertencer ao reino dos vivos.
Não posso, melhor ainda, não quero, deixar passar este episódio triste, sem aqui, neste modesto pedaço de mundo virtual, exprimir os meus mais íntimos sentimentos. O “Tio azul” era, para mim, uma referência de humildade e honestidade e, por mais adjectivos que invente, não consigo exprimir a grandeza deste homem que acaba de partir. Ao longo dos anos, sempre mantive um extraordinário relacionamento com ele, muitas vezes pedi o seu conselho para determinadas opções da minha vida privada e familiar. Sempre me dedicou especial carinho, no prosseguimento do relacionamento que mantinha com os meus pais.
Perdoem-me que lhe faça esta pequena, mas sentida e justa homenagem.
O “Tio azul”, quando eu era criança, numa simples peça teatral (Os Sete Infantes de Lara), destacou-se como figura principal da mesma, desempenhando com mestria o papel de pai dos sete infantes. Nessa mesma peça, eu tive o privilégio de ser o 1º Infante.
Hoje, neste momento, aqui e agora, ao endereçar aos seus filhos e demais familiares as minhas condolências, peço-lhes que as aceitem e que me deixem comungar com eles este luto, porque parte da vivência do “Tio azul” também reclamo como minha. Aos seus filhos, atrevo-me a dizer, eu adorava o vosso pai.
Como remate desta homenagem, resta-me dizer que vou rezar pela paz da sua alma e ao descanso eterno, que bem merece, e aqui entre nós, conquistou.
Até sempre “Tio azul”.

Réquiem ætérnam dona eis, Dómine, (Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno)

A todos

Um abraço e um Olhar, deste vosso.

Manuel Afonso (Manuel Silvino)

9 de abril de 2011

Alvíssaras por PARADA

Caros amigos, conterrâneos e visitantes;

No passado dia 3 de Fevereiro, desloquei-me à nossa querida aldeia, para uma visita de 4 a 5 dias.

Sempre acompanhado da minha inseparável máquina fotográfica tinha como ideia e objectivo fazer mais uns bonecos daquela maravilhosa terra que me viu nascer.

Casa Sto Amaro Em primeiro lugar, fui contactado por um cidadão de seu nome António de Sousa, que resulta ser um ilustre historiador e que, de momento, se encontra a efectuar um estudo sobre a nossa terra e me pediu para lhe fotografar a casa e capela de Stº Amaro, bem como mais algumas casas e pedras de brasão por lá existentes.

Porta da Capela de Stº Amaro Assim vou apresentar-vos as respectivas fotografias, bem como mais algumas coisas que nos façam recordar os nossos tempos de criança.

Também me desloquei a pedido do historiador à quinta da Avelaira, para nós conhecida como quinta do Baçal. (Infelizmente, não obstante a existência de herdeiros a Quinta encontra-se, hoje, em completo estado de abandono).

Quinta Avelaira_1

Quinta Avelaira_2

   Quinta Avelaira_3 Fotografei ainda a casa dos meus familiares, para nós conhecida como a casa dos Sete Infantes de Lara. Casa Sete Infantes Lara_1

Casa Sete Infantes Lara Capela da Srª das CandeiasA capela da Senhora das Candeias, propriedade da minha sobrinha Ana Gonçalves, a quem eu pretendo, aqui e agora, elogiar pelo magnífico trabalho de recuperação.

As galinhas da Curina Jantei em casa do Senhor presidente da Junta, o qual me autorizou a fotografar as suas aves de capoeira e o seu delicioso fumeiro.Fumeiro

Foram curtos os dias ali passados, mas prometo que em futuras visitas darei mais notícias da nossa maravilhosa terra.

Agradeço a todos os meus leitores que me façam chegar testemunhos e factos que queiram ver desenvolvidos neste meu modesto Blog.

A todos

Um abraço e um Olhar, deste vosso.

Manuel Afonso

PARADA - Lar, Doce Lar - Meu Berço e meu Refúgio

PARADA - Lar, Doce Lar - Meu Berço e meu Refúgio
A mesma Parada vista por dois olhares